O Irã autorizou a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo global, mas somente para cargas de bens essenciais, divulgou a agência estatal Tasnim neste sábado (4). As embarcações devem coordenar a travessia com autoridades iranianas e seguir protocolos específicos para cruzar a região.
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Logo depois do anúncio, Trump disse que o governo iraniano tem 48 horas para normalizar as atividades na passagem marítima, e ameaçou novos ataques caso contrário:
“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMIZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.
Na prática, a liberação anunciada não representa uma reabertura completa da rota, mas uma flexibilização pontual para cargas consideradas indispensáveis. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas estratégicas do planeta.
Conforme o g1, a autorização ocorre em meio a um cenário de forte restrição ao tráfego marítimo. O Irã mantém controle rígido sobre o estreito desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel, que começou no fim de fevereiro, e tem limitado a circulação de navios na área.
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A via marítima liga o Golfo Pérsico ao mar aberto e é controlada geograficamente por Irã e Omã, o que torna a região um ponto sensível em momentos de tensão internacional.
Desde o início do bloqueio, o impacto tem sido global. A redução no fluxo de navios elevou preocupações com o abastecimento e pressionou preços de combustíveis, além de afetar cadeias produtivas como a de fertilizantes.

