A China liberou que um frigorífico da JBS, a maior processadora de carne do mundo, volte os embarques de carne bovina a partir desta quarta-feira (20). A empresa estava proibida de exportar carne para o país chinês desde março de 2025 por “não conformidades” em relação aos “requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros”. A medida também vale para outros dois frigoríficos brasileiros. As informações são da Reuters, divulgadas pelo g1.

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A unidade liberada da JBS é a de Mozarlândia, em Goiás. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a liberação é uma “importante conquista para o setor e reforça a confiança da China no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne bovina produzida no país”. A China é o principal destino das exportações de carne bovina do Brasil.

Veja fotos das fábricas da JBS

Por que os frigoríficos estavam com as exportações suspensas?

A suspensão foi feita pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC), sem detalhes sobre quais critérios de avaliação estaria fora do padrão do chinês em relação às exportações brasileiras de três frigoríficos.

As outras unidades bloqueadas eram em Frisa, em Nanuque, em Minas Gerais, e uma planta da Bon-Marte, em Presidente Prudente, em São Paulo.

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À época, em nota, o Ministério da Agricultura havia dito que o bloqueio aconteceu depois de videoauditorias que a China fez nessas indústrias, e que as empresas estavam corrigindo as “não conformidades”. Na mesma suspensão, também haviam sido afetados dois frigoríficos da Argentina, além de um do Uruguai e outro da Mongólia.

Autorizações

Conforme o secretário de comércio e relações internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, foram solicitadas habilitações de 33 novos frigoríficos brasileiros para exportação ao país. Dessa forma, também foram pedidas autorizações para que 20 plantas de carne bovina, 11 de aves e duas de suínos possam embarcar à China.