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ELEIÇÕES 2022

João Rodrigues e Clésio Salvaro discutem chapa para governo de SC com apoio de PP e Hang

Prefeitos de Chapecó e Criciúma precisam renunciar até a próxima semana caso queiram concorrer e devem se reunir nesta sexta para debater aliança

25/03/2022 - 06h04

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Por Jean Laurindo
João Rodrigues e Clésio Salvaro
João Rodrigues e Clésio Salvaro
(Foto: )

Os prefeitos de Chapecó, João Rodrigues (PSD), e de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), devem se reunir nesta sexta-feira (25) para discutir uma possível aliança para as eleições ao governo de Santa Catarina em 2022.

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As conversas para a construção de uma chapa com João Rodrigues como candidato a governador, com a presença do PSDB e também do Progressistas vem ganhando força nas últimas semanas.

Como o prefeito de Chapecó precisa renunciar até o fim da próxima semana caso queira disputar as eleições deste ano, ganhou sinal verde para tentar montar uma aliança que viabilize uma candidatura ao governo.

O presidente do PSD em SC, deputado Milton Hobus, e o ex-governador Raimundo Colombo, que é o outro pré-candidato do PSD a governador, concordaram em dar a Rodrigues o prazo até o final deste mês para que ele negocie com os demais partidos. A promessa é de que no dia 30 de março os três voltem a conversar para uma definição.

Neste contexto, Rodrigues e Salvaro discutem uma possível dobradinha, com o prefeito de Chapecó concorrendo ao governo e o de Criciúma, a vice. Nessa aliança, entraria ainda o PP na vaga para o Senado, com a indicação de Luciano Hang. O empresário ainda não anunciou oficialmente se será candidato e nem a qual partido vai se filiar, mas há uma aproximação maior com o Progressistas nas últimas semanas. Ele precisa estar filiado até 2 de abril caso queira concorrer.

Embora Hang não fale sobre o futuro político e tampouco sobre apoios, a possível presença dele como candidato a senador pelo PP na chapa é citada pelo próprio Salvaro e pelo deputado Milton Hobus.

Questionado se a aliança entre PSD, PSDB e PP ocorreria com essas três candidaturas, o presidente do PP em SC afirma que “está caminhando nessa direção”.

– O Clésio [Salvaro] também teria que renunciar, então é uma decisão que teria que ser antecipada, e já fica batido o martelo. Aí vamos trabalhar para a campanha, o projeto para o Estado. Ganha-se tempo para a pré-campanha – afirma Hobus.

Caso Rodrigues consiga formar esta aliança entre PSD, PSDB e PP, Hobus afirma que ele terá o aval do partido e inclusive do concorrente interno Raimundo Colombo para renunciar à prefeitura e seguir com a pré-candidatura ao governo. Caso contrário, o ex-governador já se disse “à disposição para continuar a caminhada”.

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PP reafirma proximidade com PSD

O senador Esperidião Amin, vice-presidente do Progressistas em SC, afirma que a “prioridade pública” do partido desde o ano passado é buscar uma parceria com o PSD. Por enquanto, porém, ele aguarda a movimentação de João Rodrigues, que tenta viabilizar a candidatura.

– Se ele renunciar na semana que vem, aí teremos um sinal claro de que será candidato – afirma.

Amin diz que conversou na última semana com o empresário Luciano Hang, mas que aguarda o anúncio da decisão do dono da Havan. Embora defenda a ideia que o PP tenha candidato ao governo, o senador afirma que quem quer parceria “tem que sacrificar parte do projeto isolado”.

– Quem quer parceria, tem que aprender a ceder. Isso vale para os dois lados – despistou.

Outros partidos também negociam

A situação só não é mais clara porque outros partidos também participam das reuniões nos últimos meses com PSD, PSDB e PP. O União Brasil, do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, é um deles. Gean também precisará renunciar à prefeitura para disputar as eleições deste ano – decisão que já anunciou. No entanto, ao contrário do arranjo de Rodrigues e Salvaro, que já teria posições fixas, o prefeito da Capital defende que a decisão sobre quem será o candidato da chapa a governador seja tomada mais próximo do prazo das convenções, que ocorrem até o início de agosto, considerando quem estiver em melhores condições.

Além do União Brasil, o Podemos também conversa com esses partidos e pode integrar a aliança. O partido tem apresentado o nome do prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, como pré-candidato ao governo. É outra liderança que precisaria renunciar ao mandato até a próxima semana caso queira disputar as eleições.

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Outras pré-candidaturas

Em paralelo às negociações entre este bloco, outras pré-candidaturas ao governo do Estado também se organizam. O atual governador Carlos Moisés se filiou ao Republicanos há duas semanas e irá concorrer à reeleição. O MDB tem o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, como pré-candidato. O senador Jorginho Mello (PL) é pré-candidato declarado e vai disputar a eleição no partido pelo presidente Jair Bolsonaro. No campo da esquerda, um grupo de sete partidos discute a construção de uma frente ampla. Fazem parte siglas como PT, PSB, PDT, PCdoB, PV e PSOL.

O ex-deputado federal Décio Lima vinha sendo apontado como o nome para liderar a aliança, mas nesta semana o senador Dário Berger, que deixou o MDB, se filiou ao PSB e também se apresentou como pré-candidato. Lima e Berger devem disputar a indicação entre os partidos.

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