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Pandemia

Joinville corre risco de colapso do sistema de saúde, alerta responsável pelo inquérito epidemiológico

Segundo Henrique Diegoli, o avanço rápido na ocupação de leitos para coronavírus é um sinal preocupante

08/12/2020 - 06h56 - Atualizada em: 08/12/2020 - 07h35

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra leito de UTI
Joinville está chegando a 100% de ocupação de leitos de UTI para pacientes com Covid-19
(Foto: )

Joinville pode sofrer um colapso no sistema de saúde se o número de casos de coronavírus não parar de crescer nas próximas semanas. O alerta é do médico Henrique Diegoli, responsável pelo Inquérito Epidemiológico de COVID-19 na cidade. Diegoli utilizou os dados mais recentes sobre a transmissão da doença em Joinville para atualizar um modelo que já havia sido apresentado no mês de julho, quando a ocupação de leitos chegou a 100% pela primeira vez.

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 — O modelo mostra o que vai acontecer se continuarmos na situação em relação aos cuidados com o distanciamento social que estamos hoje, se as pessoas continuarem a se relacionar com o mesmo número de indivíduos sem máscaras, se elas continuarem saindo sem necessidade, fazendo as mesmas atividades que fazem hoje. Precisamos melhorar as medidas de distanciamento social para não concretizar o cenário apontado pelo modelo — avisou Diegoli.

O modelo também simula cenários com melhora e piora da taxa de transmissão. Se houver uma piora em 15% na taxa de transmissão da doença, a cidade precisaria de mais de 250 leitos de UTI nas próximas semanas. Segundo o médico, mesmo com todos os recursos investidos em Joinville, não é possível a cidade ter esse número de leitos.

— Esse aumento ocorre de forma muito rápida, então a prevenção é extremamente necessária — aponta.  

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O médico explica que o modelo não tem o objetivo de tentar acertar como vai ser o cenário nos próximos dias ou nas próximas semanas, e sim, mostrar como será o avanço da doença se a população não tomar os cuidados necessários. 

— O objetivo principal do modelo é mostrar que, se continuarmos no ritmo que estamos hoje, ocorrerá um colapso do sistema de saúde — afirma Diegoli.

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Risco de falta de leitos 

A Secretaria da Saúde está preocupada com o avanço na piora dos indicadores de distanciamento social observados no Inquérito Epidemiológico de COVID-19. Em julho, quando ocorreu o primeiro pico da doença, cerca de 10% das pessoas referiam estar saindo para bares, restaurantes, ou comércio fora o essencial. Nas últimas semanas esse número chegou a mais de 60%.

Diegoli chama atenção para o fato de que, mesmo que a pessoa consiga um leito de UTI, ela tem uma doença muito grave e com uma chance elevada de falecer. 

— E as pessoas que não precisam de leito de UTI também podem ter quadros bem complexos, bem ruins. Em alguns casos ficarem com sintomas de problemas respiratórios, perda do olfato, dificuldade de concentração, que podem se manter por tempo prolongado. Não sabemos ainda se isso pode ou não permanecer como um tipo de sequela para a pessoa. Essa é uma doença que ninguém pode querer pegar, porque pode ter consequências graves para a sua saúde, mesmo sendo uma pessoa jovem — alerta.

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