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Chuvas

Joinville decreta situação de emergência após as chuvas na virada do ano

O acumulado de chuva entre 31 de dezembro e 1º de janeiro foi de quase 170 milímetros, o que causou alagamentos, deslizamentos e desabamentos na cidade

05/01/2021 - 16h54 - Atualizada em: 05/01/2021 - 17h16

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra equipe da Defesa Civil diante de um local onde houve deslizamento de terra
Deslizamentos de terra e alagamentos foram registrados em Joinville na virada do ano
(Foto: )

O prefeito de Joinville, Adriano Silva, assinou o decreto que declara situação de emergência nas áreas do município que foram afetadas pelas chuvas intensas ocorridas entre a noite de 31 de dezembro de 2020 e a madrugada de 1º de janeiro de 2021. A assinatura ocorreu na tarde desta terça-feira (5).

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A decisão leva em conta os dados técnicos apresentados pelos relatórios elaborados pela equipe da Defesa Civil. Foram registrados 169 milímetros de chuva em um período de apenas seis horas na virada do ano — 120 mm em apenas duas horas — fato que causou estragos e prejuízos em diversas regiões da cidade. O decreto tem duração de 180 dias, contados a partir da data da assinatura.

Os bairros mais afetados foram na Zona Leste, ainda que todas as regiões de Joinville tenham sido atingidas. A Estação do Iririú registrou 90 milímetros de chuva em apenas uma hora, fazendo com que este fosse o bairro mais afetado. Na região central, também foram registrados pontos de alagamento, principalmente nos locais próximos ao rio Morro Alto. 

O bairro Nova Brasília, na zona Oeste, também registrou muitos pontos de alagamento. Segundo a Prefeitura de Joinville, o acumulado de chuvas também atingiu e causou danos à infraestrutura de drenagem, como galerias e rede pluvial. 

O decreto de situação de emergência permite que todos os órgão municipais atuem sob orientação da Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública para reparar os danos causados pelo temporal. Também autoriza a convocação de voluntários e a organização de campanhas de doação junto à comunidade, e a desapropriação de propriedades particulares localizadas em áreas de risco.

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