publicidade

Polícia
Navegue por

Crime

Jornalista Mukirana foi morto por dois adolescentes, esclarece Polícia Civil de Laguna

Dependente químico, ele passou a madrugada na companhia dos jovens antes de ser morto

11/01/2019 - 11h09 - Atualizada em: 11/01/2019 - 14h24

Compartilhe

Lariane
Por Lariane Cagnini
(Foto: )

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna esclareceu a morte do jornalista Clovis William dos Santos, 44 anos, conhecido como Mukirana. Segundo o delegado Bruno Fernandes, o homem foi morto por dois adolescentes, ambos de 17 anos, depois de uma discussão. A investigação apontou que o jornalista passou a madrugada do dia 7 com os autores do crime e mais duas adolescentes, dando voltas de carro e usando drogas.

— Segundo os adolescentes, o Clovis estava alterado pelo uso de drogas e começou a xingá-los, que iria deixá-los a pé. Ele quase colidiu em um carro, então eles resolveram dar um fim. Convidaram todos a consumir drogas, o Clovis aceitou, porém a oferta de consumo seria uma tentativa de convencê-lo a ir até a praia — explicou o delegado.

Ao chegar na Praia do Gi, onde o corpo foi encontrado, um dos adolescentes simulou que iria pegar uma pedra de crack, momento em que o outro veio com uma camiseta por trás do rosto de Clóvis e começou a asfixiá-lo. Os dois deram chutes e socos na região da cabeça da vítima, que morreu por traumatismo craniano.

Os adolescentes estão recolhidos na DIC de Laguna e aguardam vaga para internação no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep). A morte de Mukirana foi um homicídio qualificado mediante motivo torpe, com recursos que impossibilitaram a defesa da vítima, além da tentativa de ocultação de cadáver, pois o corpo foi jogado na água.

— Um dos adolescentes informou que o Clovis tinha o hábito de empenhar o veiculo como uma compensação para receber drogas, pois já não possuía tanto dinheiro para manter essa dependência química — esclareceu.

O veículo foi abandonado pelos adolescentes na mesma tarde do crime, próximo ao Morro da Antena. O delegado informou que no momento do crime as meninas alegaram que foram para os escombros e não participaram da execução. Elas foram ouvidas como informantes.

— Não considero crime premeditado, eles saíram de Tubarão não com a intenção de matar o Clovis, foi uma situação mais ocasional. Eles não suportaram os xingamento, são adolescentes infratores com ficha por práticas análogas, tráfico de drogas, tentativa de homicídio, tomaram essa atitude e ceifaram a vida dele dessa forma — comentou o delegado.

Deixe seu comentário:

publicidade

Navegue por
© 2018 NSC Comunicação
Navegue por
© 2018 NSC Comunicação