Julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro no STF tem data marcada

Ministros irão definir se há motivos para abertura de uma ação penal contra o parlamentar

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Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, em Brasília

Parlamentar é acusado de atuar para interferir em julgamento do pai (Foto: Mario Agra, Câmara dos Deputados)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar no dia 14 de novembro se recebe a denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de atuar fora do país contra o julgamento do pai, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. As informações são do g1.

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Nessa etapa inicial do processo, os ministros irão definir se há motivos para abertura de uma ação penal contra Eduardo Bolsonaro. Se o entendimento for de que sim, ele se tornará réu de um processo no STF. O julgamento será realizado no plenário virtual da Corte.

Eduardo se mudou para os Estados Unidos em fevereiro, e no mês seguinte pediu licença do mandato no Congresso. Contudo, o período de afastamento terminou em julho. Mesmo assim, Eduardo segue fora do Brasil.

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Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro tem declarado que atua junto com autoridades americanas para evitar uma possível prisão do pai, e Jair Bolsonaro já declarou que envia dinheiro ao filho, para possibilitar que ele se mantenha no exterior.

No dia 11 de setembro, O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista. O julgamento está na fase de recursos e Bolsonaro segue em prisão domiciliar no momento, por conta do descumprimento de medidas cautelares.

Denúncia e possíveis caminhos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Pedro Figueiredo em setembro, pelo crime de coação no curso do processo. A PGR alega que Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, que sanções e tarifas fossem impostas ao Brasil e a autoridades brasileiras como forma de represália ao julgamento de Bolsonaro.

Eduardo não respondeu as acusações, e o ministro Alexandre de Moraes intimou a Defensoria Pública da União (DPU) a apresentar a defesa prévia do deputado na acusação por conta disso.

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Caso a denúncia seja recebida pelo STF, o processo penal será aberto. Já se a Corte entender que pedido não atende aos requisitos previstos na lei penal, a denúncia será rejeitada e o caso será arquivado. Cabe recurso nas duas possibilidades.

Se a ação penal for aberta, a próxima etapa é a fase de instrução processual, com diligências, coleta de provas, depoimentos de testemunhas e interrogatórios dos réus. Depois, ocorre a apresentação de alegações finais pelas defesas dos acusados e pela Procuradoria-Geral da República.