Um professor particular do Meio-Oeste de Santa Catarina foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por suspeita de assédio sexual contra alunos. A Justiça recebeu a denúncia e determinou uma série de medidas cautelares que impedem o investigado de continuar atuando com crianças e adolescentes.
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Conforme apurado, o professor é suspeito de enviar mensagens constrangedoras para estudantes por meio de aplicativos, buscando favorecimento de natureza sexual. Segundo a denúncia, ele teria se aproveitado da relação de confiança e da posição exercida como educador.
Com a decisão judicial, o homem está proibido de dar aulas particulares para menores de idade, tanto presencialmente quanto de forma virtual. Ele também não poderá divulgar os serviços nas redes sociais ou manter contato com as supostas vítimas e demais estudantes do ensino fundamental e médio.
A Promotora de Justiça Francieli Fiorin afirma que as medidas foram solicitadas para evitar novas situações envolvendo alunos e garantir a proteção das vítimas durante a investigação.
— Em situações como essa, a atuação rápida e firme é indispensável para romper ciclos de abuso que, muitas vezes, se sustentam no silêncio e na vulnerabilidade — destacou.
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O caso tramita na Justiça, e o professor responde pelo crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A do Código Penal.
Alerta aos pais
O Ministério Público também fez um alerta aos pais sobre os cuidados na contratação de aulas particulares, especialmente quando as atividades ocorrem sem supervisão. Segundo a promotora, é importante buscar referências sobre os profissionais e priorizar ambientes com acompanhamento e transparência.
O MPSC reforça ainda que situações suspeitas envolvendo crianças e adolescentes devem ser denunciadas aos órgãos competentes, como Conselho Tutelar, Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público.

