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Triplo homicídio

Justiça determina reconstituição do assassinato de família em Alfredo Wagner

Juiz determinou à polícia novas diligências complementares sobre o caso, a pedido do Ministério Público

15/08/2019 - 22h58 - Atualizada em: 22/08/2019 - 14h06

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Perícias complementares também devem ser realizadas na casa da família em Alfredo Wagner
Perícias complementares também devem ser realizadas na casa da família em Alfredo Wagner

Ao receber denúncia nesta quarta-feira (15) sobre o assassinato de uma família em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, a Justiça determinou prazo de 15 dias para que a polícia cumpra uma série de diligências complementares, a pedido do Ministério Público. Entre elas estão perícias em um celular e em objetos apreendidos, além de reprodução simulada dos fatos.

De acordo com a investigação, Loraci Mathes, 50 anos, e o filho, Mateo Tuneu, 8, foram os primeiros a serem atacados. Os dois foram mortos dentro da residência onde a família morava, no interior de Alfredo Wagner.

Já Carlos Alberto Tuneu, 67, foi assassinado a caminho de casa, aproximadamente um quilômetro distante da propriedade. Conforme a investigação, ele foi o último a morrer.

Segundo denúncia remetida ao judiciário, o comerciante Arno Cabral Filho, 44 anos, preso em flagrante pela suposta autoria do delito, é acusado por triplo homicídio qualificado: por motivo fútil — já que as mortes teriam sido motivadas por uma dívida que o denunciado tinha com a família —, meio cruel — pela forma como a família foi assassinada —, e por dificultar ou impossibilitar a defesa das vítimas.

O processo tramita na comarca de Bom Retiro.

O que diz a defesa

Em nota, os advogados Diego Rossi Moretti e Jonas de Oliveira, que defendem Arno Cabral Filho, questionam o ritmo de conclusão da investigação e se dizem surpreendidos pela "velocidade que fora concluído um inquérito de tamanha envergadura". Eles ainda reforçam que estão analisando a denúncia e o inquérito.

Confira a íntegra da nota assinada por Moretti e Oliveira:

"A defesa até então não tinha acesso ao inquérito, entretanto ficamos surpreendidos com a velocidade que fora concluído um inquérito de tamanha envergadura, estamos analisando a denúncia e o inquérito. Buscaremos a verdade real dos fatos para que seja aplicada a mais clara justiça ao nosso cliente."

Contraponto

Em resposta ao questionamento sobre a velocidade do inquérito policial, o agente de Polícia Civil, Vanderlei Kanopf, afirmou que o Ministério Público tem apenas 10 dias para oferecer a denúncia, já que o suspeito está preso, e por isso o inquérito precisa ser concluído neste prazo, com o máximo de subsídio.

— Se passar desses 10 dias, a probabilidade de ele ser solto é maior. A polícia entende que o crime está solucionado, que há provas para que ele [o suspeito] fique preso, que ele é um sujeito perigoso e merece que a justiça seja feita. Não tem nenhuma mágica, não tem nenhum passo largo a mais e não tem nenhuma má vontade ou boa vontade. Aliás, aqui na delegacia de Alfredo Wagner, no Ministério Público de Bom Retiro e na Justiça de Bom Retiro, a gente tem agido com celeridade em tudo nesses casos de repercussão — afirmou.

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