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    Violência

    Justiça solta trio acusado de espancar homem até a morte em Palhoça

    Habeas corpus foi aceito pela desembargadora nesta quinta-feira (14). Os três acusados já deixaram a penitenciária de Florianópolis

    15/11/2019 - 12h28 - Atualizada em: 15/11/2019 - 12h29

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    IGP diz que Deivid morreu devido ao traumatismo craniano provocado pelas pancadas que recebeu
    IGP diz que Deivid morreu devido ao traumatismo craniano provocado pelas pancadas que recebeu
    (Foto: )

    Os três homens acusados de espancar um rapaz até a morte em um posto de combustíveis em Palhoça, na Grande Florianópolis, tiveram o habeas corpus aceito e vão responder ao processo em liberdade. A decisão foi da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina nesta quinta-feira à tarde e, por volta das 18h, os três foram liberados da Penitenciária de Florianópolis — onde estavam desde a prisão em flagrante no dia 17 de setembro.

    Jaison Pereira, Adriano Joel Albino e Nelson Bonifácio Albino Neto são acusados por homicídio duplamente qualificado. Eles agrediram Deivid Duarte da Silva, 20 anos, em um posto de combustíveis no bairro Aririú. Deivid não resistiu e morreu no local.

    A decisão da Justiça converteu a prisão preventiva em outras medidas cautelares, como a proibição de que os três saíam da comarca sem justificativa. Conforme o advogado dos acusados, Osvaldo Duncke, a alegação para o habeas corpus foi de que os três têm residência fixa e emprego formal, além de não possuírem passagens policiais.

    A primeira audiência na Justiça em relação à acusação de homicídio duplamente qualificado está marcada para o dia 17 de dezembro. Duncke explica que a defesa tentará reduzir a pena que pode ser imposta aos três homens:

    — A defesa entende que não foi homicídio, e sim lesão corporal seguida de morte. Eles não foram com a intenção de matar — explicou o advogado.

    Relembre o caso

    Espancamento ocorreu ao lado da bomba de combustível, dentro do posto
    Espancamento ocorreu ao lado da bomba de combustível, dentro do posto
    (Foto: )

    Deivid Duarte da Silva, 20 anos, foi espancado até a morte em um posto de gasolina no bairro Aririú, em Palhoça, no começo da tarde do dia 17 de setembro. As agressões duraram mais de meia hora. De acordo com o Instituto Geral de Perícias (IGP), Deivid morreu por traumatismo craniano.

    Inicialmente, testemunhas afirmaram que cerca de 10 pessoas haviam participado das agressões. Alguns presentes teriam tentado impedir o espancamento, mas foram ameaçados pelos autores. Outros, por outro lado, teriam incentivado o espancamento.

    ​A Polícia Militar chegou ao local 33 minutos depois de ser acionada. A corporação explicou que a primeira ligação recebida tratava o caso como uma briga. Por isso, a ocorrência não foi considerada de extrema prioridade e entrou para a lista de espera.

    Os três suspeitos alegaram à polícia que revidaram por terem considerado que a vítima do espancamento teria participado de um assalto que ocorreu na noite de segunda-feira, 16 de setembro, véspera do crime no posto de gasolina. Deivid não tinha passagens policiais e, segundo pessoas próximas, não teve participação no assalto que teria motivado as agressões.

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