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    Preço abusivo

    Laboratórios de SC chegam a lucrar 200% com testes de coronavírus, aponta Procon

    Órgão identificou prática de preço abusivo em 19 laboratórios

    15/07/2020 - 09h34 - Atualizada em: 15/07/2020 - 16h34

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    Por Guilherme Simon
    Teste rápido
    Testes rápidos detectam presença de anticorpos contra o coronavírus
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    Laboratórios de Santa Catarina chegam a lucrar 200% com testes de coronavírus, aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Procon. Segundo o órgão, o levantamento identificou ao menos 19 laboratórios onde o preço cobrado é superior ao dobro dos custos totais para a realização do exame de Covid-19, com lucro de 100%. Em seis deles, o valor praticado chega a representar lucro de 200%.

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    A pesquisa do Procon também revelou que a diferença entre os preços praticados pelos laboratórios para o exame que diagnostica o coronavírus pode chegar a 200%. De acordo com o órgão, os valores cobrados partem de R$ 180 e podem chegar a R$ 380.

    O levantamento foi feito em 86 laboratórios de Santa Catarina, levando em conta os valores cobrados nos testes de sorologia IGG/IGM para detecção da Covid 19. O exame de sorologia serve para saber se o organismo desenvolveu resposta imunológica à doença, e é realizado com a amostra de sangue do paciente.

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    Em entrevista na manhã desta quarta ao Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, o diretor do Procon, Tiago Silva, afirmou que a cobrança com lucro acima de 100% já pode ser enquadrada como prática abusiva, diante da situação de pandemia provocada pelo coronavírus.

    Ele informou que o órgão irá abrir processos administrativos contra os laboratórios, com base no artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, e que os locais podem ser multados. A instauração de um inquérito no Ministério Público também é possível, disse Tiago Silva.

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    — Infelizmente, nesse momento de pandemia, as pessoas precisam ainda mais desses exames, e nem sempre você encontra nos hospitais a disponibilidade de insumos (...) Como essa pandemia está ocorrendo e houve sim uma procura maior, não pode o laboratório querer se aproveitar. O nosso entendimento é que acima de 100% já é abusivo (...) É inadmissível — declarou o diretor do Procon.

    Segundo Tiago Silva, a pesquisa do órgão envolveu um “trabalho minucioso” de análise de notas fiscais de compra e de venda de exames de coronavírus. O diretor destacou que a orientação é que os consumidores fiquem atentos aos valores cobrados e procurem os laboratórios onde os preços são menores. A lista com os laboratórios e os preços praticados está no site do Procon.

    Em nota, o Sindicato dos Laboratórios de Análises Clínicas de SC (Sindilab-SC) questionou a ação e afirmou que o Procon "deixou de incluir nesta pesquisa os custos operacionais de cada Laboratório", e que "investimentos em recursos humanos, estruturas físicas e certificações de qualidade além da segurança dos pacientes" influenciam no preço final cobrado.

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