Após um mês de intervenção moradores voltam a ver águas claras na Lagoa da Chica, no bairro Campeche, no sul da ilha de Florianópolis. O local passava por manutenção desde 18 de junho e a limpeza foi encerra na manhã de hoje (17). Ação faz parte das medidas de enfrentamento dos efeitos do El Niño nos próximos meses.

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Com vegetação típica de restinga e proteção legal municipal, a Lagoa da Chica é famosa na região pela vista e por proporcionar ótimo local para caminhadas e passeios em família, permitindo um local de fuga, no meio da cidade.

A recuperação da lagoa foi necessária pois a vegetação cobria quase toda a superfície, impossibilitando a oxigenação da água e a drenagem para o mar. As macrófitas aquáticas, como são conhecidas essas plantas, se proliferam rapidamente como reflexo da eutrofização, processo de excesso de nutrientes, como fósforo e nitrogênio, geralmente devido a esgoto ou fertilizantes.

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Em nota a Prefeitura de Florianópolis constatou a importância do espaço, que fica no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição (PNMDLC):

— A Lagoa é um importante ambiente natural do Sul da Ilha e recebe o escoamento das águas das chuvas da região. A manutenção das condições de circulação e oxigenação da água integra o conjunto de ações de monitoramento e conservação desenvolvidas pelo município.

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A limpeza da Lagoa

Os órgãos responsáveis pela limpeza do corpo d’água são a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), por meio do Departamento de Unidades de Conservação, (DEPUC). O chefe do DEPUC, Guilherme Adilson de Freitas informou que a ação foi pensada levando em consideração as características ambientais próprias do local:

— A intervenção foi realizada de forma cuidadosa e acompanhada pelas equipes técnicas. O objetivo é conciliar a melhoria das condições ambientais da lagoa com a preservação dos habitats e dos processos ecológicos naturais — explica.

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O excesso de plantas foi retirado manualmente e com a retirada apenas do excesso de macrófitas que poderia comprometer a circulação e a oxigenação da água.

As autoridades não informaram se a eutrofização causou perda da biodiversidade local e qual o tamanho do impacto.

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E se acontecer de novo?

Para manter a Lagoa estável, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Luís Felipe Kronbauer, afirmou que pretendem realizar monitoramento constante da área e limpeza periódica das macrófitas.

Visando melhor monitoramento, também estão sendo organizadas parcerias com a Subsecretaria de Saneamento e com universidades, por meio do Programa de Pesquisa do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição (PNMDLC).

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*Sob Supervisão de Nicoly Souza