A Força Aérea Brasileira (FAB), e a empresa sul-coreana Innospace, anunciaram que o primeiro lançamento de um foguete comercial a partir do Brasil, inicialmente marcado para esse sábado, 22 de novembro, foi adiado para o dia 17 de dezembro. A nave partiria do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), no Maranhão.

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Segundo a FAB, a decisão pelo adiamento do lançamento do foguete HANBIT-Nano foi tomada após os ensaios indicarem a necessidade de ajustes, principalmente no processamento de sinais coletados, que servem para analisar o desempenho do veículo durante o voo.

O ensaio geral foi realizado na terça-feira (18), no CLA, simulando todas as etapas da operação. Segundo a Innospace e a FAB, o Centro segue operacional e não há problemas técnicos ou mecânicos no foguete. Existe somente a necessidade de ajustes na coleta e recebimento de sinais, manutenção que exige alguns dias de trabalho.

Foguete vai transportar satélites da UFSC

O protagonista dessa missão, batizada de Operação Spaceward 2025, é o foguete HANBIT-Nano, da startup sul-coreana Innospace. E dois satélites produzidos em Florianópolis estão entre os protagonistas desse episódio.

Os nanossatélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, produzidos pelo SpaceLab, Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), têm como objetivo principal a Validação em Órbita (IOV) de tecnologias nacionais cruciais, como os sistemas de bordo (OBDH), de gestão de energia (EPS) e de comunicação (TT&C).

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Além de testar a capacidade brasileira de desenvolver módulos espaciais de baixo custo e alta complexidade, a missão é um pilar na formação de engenheiros e cientistas altamente especializados, consolidando Santa Catarina como um polo estratégico na cadeia de suprimentos e inovação do emergente mercado espacial do Brasil.

De acordo com a UFSC, será o primeiro teste em órbita dessa solução no Brasil, representando um avanço para o sistema de comunicações que será empregado em futuras constelações de satélites. O período de operação previsto é de aproximadamente cinco semanas, com órbita média de 300 km de altitude.