A investigação sobre o acidente que matou Lurrique Ferrari, de 36 anos, piloto de motociclismo no Parque Beto Carrero World, em Penha, foi concluída. A Polícia Civil revelou a causa exata da morte, uma hemorragia aguda decorrente de trauma abdominal severo provocado pelo impacto. Além disso, considerou que o caso deve ser arquivado, já que não houve indícios de crime.
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Lurrique fazia manobras acrobáticas do Hot Wheels Epic Show, em novembro do ano passado, junto com outros colegas, quando ao saltar de uma rampa para outra não conseguiu completar a ação e acabou batendo em uma delas.
Perícias foram feitas no local e na motocicleta dele, que passou por inspeções mecânicas, estruturais e diagnósticos eletrônicos. A investigação constatou que a moto passava por inspeções periódicas antes das apresentações.
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Além disso, os exames médico-legais e toxicológicos confirmaram que a causa do óbito foi decorrente das lesões sofridas no impacto, descartando a influência de substâncias que pudessem comprometer os reflexos ou a capacidade psicomotora do condutor.
A Polícia Civil de Penha também avaliou se houve responsabilidade criminal de terceiros, como possível negligência, imprudência, imperícia ou criação de risco proibido. Tudo foi descartado, já que para os investigadores o acidente ocorreu dentro do risco inerente à atividade acrobática.
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Após o episódio, Lurrique foi levado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, onde passou por cirurgia, mas não resistiu. Ele morreu no dia em que completou um ano de residência em Santa Catarina. Atleta de whelling e stunt, categorias dedicadas a manobras acrobáticas como saltos e truques no ar, o paulista começou a trabalhar no parque logo depois de se mudar para o Estado.
A vítima também atuava como empreendedor em uma hamburgueria da família. Apaixonado pelo ofício radical, o homem compartilhava no perfil dele no Instagram a rotina de treinos e apresentações.







