A Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames periciais da Polícia Científica para finalizar a apuração sobre o acidente de trânsito que resultou na morte de Milton “Chumbinho” Becker, referência histórica do motocross brasileiro, no Oeste de Santa Catarina. Segundo o delegado Guilherme Frosi Benetti, responsável pelo atendimento inicial da ocorrência, não há indícios de crime até o momento, e o caso é tratado, preliminarmente, como uma fatalidade.
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De acordo com o delegado, o acidente ocorreu no sábado (31), durante o plantão policial, e foi atendido inicialmente pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). A ocorrência foi posteriormente encaminhada à delegacia responsável pela investigação, que ficará a cargo da Delegacia de Polícia de São Lourenço do Oeste.
— A princípio, foi uma fatalidade e não há fato criminoso a ser investigado. No entanto, ainda estão pendentes eventuais exames periciais, que são de responsabilidade da Polícia Científica. Os questionamentos técnicos sobre as circunstâncias do acidente serão respondidos com base nesses laudos — afirmou Benetti.
O delegado destacou ainda que o prazo legal para a conclusão do inquérito é de até 10 dias, contados a partir do recebimento dos resultados periciais.
Suspeita de excesso de velocidade
Conforme informações da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a suspeita inicial é de que o acidente tenha ocorrido em razão de excesso de velocidade, associado às más condições da via. O limite máximo permitido no trecho é de 40 km/h. Apesar disso, a Polícia Civil reforça que qualquer conclusão definitiva depende da perícia técnica.
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— Esses questionamentos técnicos, inclusive sobre velocidade, serão esclarecidos após a análise pericial — reforçou o delegado.
Ao chegarem ao local do acidente, os socorristas constataram que Milton Becker já estava sem vida.
Quem era Chumbinho Becker
Natural de Itapiranga, no Oeste catarinense, Milton “Chumbinho” Becker é considerado uma das maiores lendas do motocross nacional. Ao longo da carreira, conquistou mais de 70 títulos, entre eles 27 campeonatos brasileiros de Motocross e Supercross, além de nove títulos catarinenses, dois paranaenses e dois mato-grossenses.
Chumbinho anunciou a aposentadoria como piloto profissional no fim de 2018, mas continuou atuando de forma ativa no meio esportivo, participando de eventos e acompanhando de perto o motociclismo brasileiro.
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Repercussão e homenagens
A morte do piloto gerou grande comoção em Itapiranga e no cenário do motocross nacional. Nas redes sociais, amigos, fãs e admiradores prestaram homenagens.
“Você fará muita falta. Nosso Ayrton Senna do motocross”, escreveu um internauta. Outro comentário destacou: “Uma grande perda para o motocross catarinense”.
Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) lamentou profundamente a morte de Chumbinho Becker e destacou o legado deixado pelo atleta. Segundo a entidade, sua partida deixa “um vazio imenso nas pistas”, e ele será lembrado como um competidor incansável e um verdadeiro embaixador do motociclismo brasileiro.





