Uma puma, conhecida como “leão-baio” na região, matou cerca de seis ovelhas em uma pequena propriedade rural em Bom Jardim da Serra, na Serra catarinense. Os ataques, segundo os donos da propriedade, são comuns.

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Segundo Benito Sbruzzi, proprietário da fazenda em Santa Bárbara onde as cenas foram registradas, o animal matou cerca de seis ovelhas na madrugada desta segunda-feira (4). De acordo com o guia de turismo, os ataques são comuns.

— Nos últimos cinco anos, cerca de 20 ovelhas foram atacadas aqui. Entendemos que é uma ação natural dos animais, mas o que nos surpreendeu foi a quantidade de ovelhas que ela matou de uma só vez— disse o Benito.

Câmeras registraram o momento em que a puma invadiu o local e atacou os animais. Segundo a família, o animal continua rondando a casa e foi flagrado na madrugada desta terça-feira (3) novamente, mas não atacou mais nenhuma ovelha.

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O NSC Total entrou em contato com a prefeitura do município para saber se medidas serão realizadas para conter ou monitorar o animal, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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Segundo maior felino do continente americano

O Leão-baio, ou Puma Concolor, é o segundo maior felino do continente americano. A espécie já foi vista por diversas vezes na região Sul do Brasil, incluindo Santa Catarina. O animal de grande porte também é conhecido como onça-parda ou suçuarana e pode viver de 8 a 10 anos.

O nome da espécie, Puma Concolor vem da língua nativa dos povos de região andina, da América do Sul, onde “Puma” significa “poderoso” ou “poder” e “Concolor” refere-se à “mesma cor” e tem origem no latim.

Segundo o biólogo, Jackson Preuss, o animal tem como principal período de atividade o horário da tarde e a parte da noite.

— Ele se alimenta de animais de pequeno a médio porte, como capivaras e tatus, e são muito adaptáveis. Está sendo cada vez mais comum observamos esses animais em locais urbanos— afirma o especialista.

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A espécie pode chegar a pesar cerca de 60 quilos na fase adulta. O animal tem os pelos de tom bege acinzentado e até avermelhado, no entanto, quando filhotes, os pequeninos apresentam algumas pintas, mas que somem com o passar dos anos.

— Esses animais não oferecem nenhum tipo de risco se não forem atormentados e confrontados, já que não fazemos parte da dieta desses animais. Eles não irão nos atacar se não se sentiram ameaçados— afirma o biólogo.