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Lindolf Bell, o líder do Movimento Catequese Poética, na tela da NSC TV

O poeta natural de Timbó, está no décimo episódio da série Pequenos Grandes Talentos. O capítulo vai ao ar este sábado (14), às 14h

12/09/2019 - 20h27 - Atualizada em: 12/09/2019 - 21h28

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Por Priscila Araújo
Ator Fhilipe Gilson em uma das cenas das gravações
(Foto: )

Filho de Theodoro e Amália Bell e neto de russos por parte materna, o poeta Lindolf Bell, nascido em Timbó, teve a infância marcada pelos poemas que a mãe recitava. Para ele, quando isso acontecia não se tratava apenas da matriarca declamando textos, mas sim, da imagem de uma doce guerreira lírica que tinha a coragem de se levantar e articular diante de todos. E é justamente a história de sensibilidade de Bell, que conta o décimo episódio da série documental e dramaturga Pequenos Grandes Talentos da NSC TV e TVi mostra.

A partir das 14h deste sábado (14) será possível assistir como e o quanto a influencia da família (que apesar de pouco abastada, mas muito festiva) foi inspiradora na carreira do poeta. O ator Fhilipe Gilson, que interpretou o personagem, diz que acompanhar algumas cenas de gravação de quando Bell era criança, foi o suficiente para entender de onde saiu a veia poética do escritor.

— A mãe dele gostava de recitar, e incentivava a leitura ao filho, mesmo com a falta de livros. Lindolf aprendeu a ler lendo a Bíblia. E o pai trazia a música para dentro de casa, e tinha muito forte o dom da oratória que herdou da mãe. Vivendo em meio a rimas, trovas, canções e melodias, o talento que já existia dentro de Lindolf Bell ouvia um chamado muito grande pra aflorar — afirma o ator.

Pioneiro na inserção cultural

Líder do movimento Catequese Poética, que consiste em levar a poesia às ruas por meio de recitais e cantorias que o poeta fazia na janela de sua amada Elke Hering (reconhecida artista plástica), nas praças, ruas, viadutos, escolas e universidades. Era dessa maneira que ele permitia que milhares de pessoas conhecessem essa forma de arte. Os frutos colhidos não foram somente os de quem apreciava a iniciativa, mas também os do autor. Foi dessa forma que ele ganhou ainda mais reconhecimento no Brasil e também no estrangeiro.

Foi um nome ligado à invenção lógica, à ousadia e uma capacidade mágica. Foi seguindo seus impulsos que ele rompeu as amarras que prendiam a poesia. Para Bell, o contato direto com o leitor sempre foi importante e, por isso, chegou a difundir ideias por meio de painéis-poemas, além dos chamados corpoemas que pratica em vias públicas.

Bell era cheio de emoções e pensamentos, mas sem dúvida a relação familiar que o escritor teve durante infância e juventude foi fundamental para ele se tornar um dos pequenos grandes talentos catarinenses.

— Acho que ele foi um menino de muita sorte, assim como eu, que também sempre tive o incentivo à arte dentro de casa — conclui Gilson.

Programação

7/9: Zilda Arns

14/9: Lindolf Bell

21/9: Santa Paulina

28/9: Resumo com os destaques da série

Horário: sempre às 14h

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