A Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina determinou a apreensão e inutilização de um lote de linguiça da marca D’Talia após a detecção de Salmonella spp. em análise laboratorial realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Santa Catarina. A notificação foi publicada no Diário Oficial do Estado.
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Segundo o documento, o produto foi considerado “em desacordo com a legislação” e com qualidade “inaceitável” por apresentar resultado positivo para Salmonella em amostra de 25 gramas, acima do permitido pela Instrução Normativa 161/2022 da Anvisa.
O lote afetado é o 77 da linguiça da marca D’Talia, com validade até 7 de junho de 2026. O produto é fabricado pela D’Talia Agroindústria Ltda, localizada em Pedras Grandes, no Sul de Santa Catarina.
Entenda os riscos da contaminação por Salmonella
A Vigilância Sanitária também determinou que órgãos municipais fiscalizem estabelecimentos comerciais para verificar o cumprimento da notificação. Além disso, mercados e pontos de venda devem retirar o produto da exposição ao consumidor, enquanto a empresa deverá realizar o recolhimento do lote.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a contaminação por Salmonella representa um risco importante à saúde pública, podendo causar salmonelose, uma infecção gastrointestinal transmitida principalmente pelo consumo de alimentos contaminados, especialmente produtos de origem animal.
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Entre os principais sintomas estão diarreia, febre, dores abdominais, náuseas, vômitos e mal-estar geral. Conforme a pasta, os sintomas costumam surgir entre seis e 72 horas após o consumo do alimento contaminado e podem persistir por vários dias. Crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas fazem parte dos grupos mais vulneráveis, com risco de evolução para quadros graves, como desidratação severa, septicemia e necessidade de internação.
A SES informou ainda que, após a confirmação laboratorial da presença da bactéria, podem ser adotadas medidas como apreensão do produto, recolhimento do lote contaminado, inutilização dos itens impróprios para consumo, emissão de alertas sanitários, rastreamento da distribuição e novas coletas para investigação.
O NSC Total questionou a D’Talia Agroindústria, e na manhã desta terça-feira (19), a empresa se manifestou através de nota, assinada pelo médico veterinário Glênio César Nunes Ferrer, responsável técnico pela empresa. No texto, ele afirma que “a empresa apresenta todos os programas de autocontrole implantados de acordo com a Portaria SAR Nº 009/2019 – DEINP/CIDASC, e devidamente monitorados e avaliados pelo Serviço de Inspeção Estadual”. Confira na íntegra:

