O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o uso das urnas eletrônicas brasileiras durante a reunião da Cúpula do G7, realizada na Europa nesta quinta-feira (18). Em conversa informal com líderes internacionais captada pela imprensa, Lula destacou a rapidez do processo institucional e recomendou que a ONU adote o modelo como orientação mundial.
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Posteriormente, em entrevista coletiva, o presidente aproveitou para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos e a votação em papel. Ele sugeriu ainda que o país norte-americano poderia aprender com o pragmatismo brasileiro.
Bastidores do diálogo com líderes globais
O bate-papo descontraído aconteceu com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
Na ocasião, a imprensa registrou o momento em que o presidente brasileiro detalhava a agilidade das seções eleitorais do país.
Lula reforçou o argumento citando a eficiência na apuração nacional e sugeriu um papel mais ativo de entidades globais:
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— A eleição no Brasil é muito rápida. A eleição termina às 17h e, às 19h, já temos os resultados de 160 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos outros países — destacou.
Lula sugeriu que o país da América do Norte adote o pragmatismo da justiça eleitoral brasileira para evitar polarizações extremas:
— Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil a ter eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Na próxima vez, vou levar uma urna eletrônica para mostrar para ele (Trump) como é que ela funciona.
Trajetória política como prova de segurança
Nos bastidores do evento, o presidente usou o próprio histórico eleitoral para defender a lisura do sistema de votação gerenciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Ele pontuou que já vivenciou derrotas e vitórias na história recente do país, o que, para o mandatário, valida a neutralidade e a alternância de poder das urnas:
— Eu fui o segundo em 1989, fui o segundo em 1994, fui o segundo em 1998. Aí eu fui o primeiro em 2002, o primeiro em 2006, o PT foi o primeiro em 2010, o primeiro em 2014, o segundo em 2018 e o primeiro agora em 2022, a maior parte com o voto eletrônico.
Validação técnica e os 30 anos do sistema
O posicionamento de Lula está alinhado com falas recentes do ministro do TSE, Floriano de Azevedo Marques. O magistrado reiterou que o histórico das eleições gerais consolida a segurança do processo e esvazia teorias conspiratórias do debate público.
A discussão ganha relevância no ano em que o Brasil celebra os 30 anos de criação da urna eletrônica. Faltando poucos meses para as eleições de 2026, a Corte intensifica campanhas institucionais para reforçar a confiabilidade do eleitorado nas instituições.
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