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Luto

Mãe de menina de 5 anos morta pelo pai em Guaramirim desabafa: "Consegui falar que a amava"

Francieli Beregula conta que conseguiu visitar a menina na casa do pai no dia anterior ao crime e que criança estava doente, magra e febril

18/06/2021 - 08h34

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
 Evelyn Vitória Modrok, cinco anos, foi estrangulada pelo pai no último sábado (12)
Evelyn Vitória Modrok, cinco anos, foi estrangulada pelo pai no último sábado (12)
(Foto: )

Francieli Beregula, 29 anos, tenta dar continuidade à vida depois que a filha Evelyn Vitória Modrok, cinco anos, foi morta pelo próprio pai em Guaramirim, no Norte de SC. O homem confessou o crime no sábado (12) e segue preso no município vizinho Jaraguá do Sul. 

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- Eu sei que essa dor nunca vai diminuir, nunca vai passar. Mas eu tenho que tentar por ela porque ela não queria me ver mal - disse a mãe em entrevista ao Portal G1*. 

Francieli contou que ela e o ex-companheiro, 39 anos, estão separados desde janeiro deste ano e a menina estava na casa dele. Segundo a mãe, o acordo era de guarda compartilhada. No entanto ela afirmou que o homem não estaria deixando a mãe ver a menina nos últimos dias. 

Noite anterior ao crime

A mãe conta que foi visitar a filha na sexta-feira (11), noite anterior ao crime, porque ela estaria com doente e com febre. 

- Eu cheguei lá e ela estava muito, muito magrinha, estava doente- relembra. 

A mãe chegou a preparar o jantar para a menina antes de voltar para casa. Ela conta, ainda, que o homem pediu para que ela dormisse lá, mas ela preferiu ir para casa e retornar no dia seguinte. 

> "Não tinha histórico de violência", diz mãe sobre ex-companheiro que matou a filha em Guaramirim

Francieli também lembra que se despediu da filha e disse que voltaria no dia seguinte para fazer almoço a ela. 

- Eu consegui falar para ela que eu a amava muito - acrescenta. 

Homem não aceitava separação 

Em depoimento, no dia do crime, o homem confessou ter estrangulado a menina motivado pela separação do casal

Segundo a Polícia Civil, ele disse ter cometido o ato utilizando uma camiseta porque não aguentava mais ver a menina sofrendo com o fim do relacionamento. 

- Foi vingança, foi ódio contra mim. Ele falava que amava tanto, que ia cuidar dela. E ele foi lá e acabou com a vida dela só por ódio, para se vingar de mim - desabafa a mãe. 

Término do relacionamento motivado por abusos e traições

Segundo Francieli, ela terminou o relacionamento de cerca de sete anos de duração após traições e abusos psicológicos. Ela conta que ele era grosseiro e sempre a xingava. Desde então, a mãe estava com um processo para formalizar a guarda compartilhada da criança. 

Francieli afirma que chegou a registrar boletins de ocorrências durante o período porque ele teria dificultado o acesso dela à filha. Na tentativa de resolver a situação e para cumprir o acordo tratado entre eles no início do término, ela recorreu à polícia afirmando que ele "sumia" com a menina quando a mãe tentava contato. 

Mesmo recebendo a orientação de pedido por medida protetiva pela Justiça, Francieli decidiu retirá-la para conseguir ver a filha. O pai não permitia nem mesmo que a babá fizesse o intermédio. 

Conselho Tutelar foi acionado

Francieli entrou em contato com o Conselho Tutelar dois dias antes do crime, na quinta-feira (10). O órgão orientou que ela fosse até a casa do ex-companheiro para tentar ver a menina e, se não conseguisse, deveria ligar para a polícia, mesmo com os boletins já registrados. 

Na sexta-feira, ela se deslocou ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) onde era atendida e avisou os funcionários sobre as orientações. O Conselho chegou a ir à casa do homem para verificar a situação da criança, conta a mãe. 

*Com informações do Portal G1

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