Foi inaugurada no final de semana a maior biofábrica do mundo especializada na criação do mosquito Aedes aegypti. A Wolbito do Brasil, no Paraná, cria os insetos inoculado com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus de doenças como dengue, chikungunya e zika. Na prática, esses mosquitos fabricados são soltos para o acasalamento na natureza, não picam nem transmitem doenças. Em breve, Blumenau e Balneário Camboriú receberão o método.
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Com 70 funcionários, a biofábrica diz ser capaz de produzir 100 milhões de ovos de mosquito por semana. Inicialmente, a unidade atenderá unicamente o Ministério da Saúde, que seleciona os municípios para a implementação do método.
Fotos da produção do mosquito Aedes aegypti em SC
A promessa é reduzir drasticamente a transmissão e os gastos com os tratamentos dessas doenças. Além da biofábrica, outras cidades já possuem o Wolbachia, como Joinville e Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná. Os próximos a receberem o método, então, serão Balneário Camboriú e Blumenau, além de novas áreas em Joinville. Isso deve ocorrer ainda neste ano.
A biofábrica frisa que a ação não exclui a necessidade de cuidados básicos que a população deve ter para eliminar os criadouros de insetos. O que o método faz é levar Aedes com Wolbachia para ter contato com os Aedes aegypti selvagens, que já circulam na determinada região. Assim, eles vão se reproduzir e, consequentemente, ocorre a troca de uma população de mosquitos por outra, que não transmitem as doenças.
As wolbachias são um gênero de bactérias presente em mais da metade dos insetos do mundo, estima a ciência. Em estudos desenvolvidos desde o início dos 2010, cientistas conseguiram reproduzir com segurança Aedes aegypti infectados com espécies de wolbachias que não ocorreriam naturalmente no mosquito.
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