Enquanto no Brasil nos deparamos com caranguejos de pequeno porte, como o maria-farinha, o mundo abriga uma espécie de proporções assustadoras: o caranguejo-aranha-gigante.

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Esse animal marinho, que pode chegar ao tamanho de um carro, habita as profundezas do Oceano Pacífico e surpreende não apenas por seu tamanho, mas por suas características peculiares.

Com patas que se estendem por quase 4 metros, o caranguejo-aranha-gigante é um dos seres mais impressionantes do fundo do mar e, apesar do nome, não é tão agressivo quanto se possa imaginar.

Um gigante das águas profundas

O caranguejo-arananha-gigante, cujo nome científico é Macrocheira kaempferi, vive nas águas do oceano pacífico, principalmente nas águas profundas do Japão.

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Apesar de suas patas que podem passar de 3,7 metros de comprimento, a sua carapaça é relativamente pequena, raramente ultrapassando os 40 centímetros.

Esse animal é onívoro, ou seja, se alimenta de tudo o que encontra pela frente, mas é frequentemente necrófago, alimentando-se de animais em decomposição.

O maior entre os maiores

Em 2013, um espécime chamado “Big Daddy” entrou para o livro dos recordes, com a maior pata de caranguejo criado em cativeiro do mundo. O animal com a pata de 1,43 metro vivia no Sea Life Blackpool, no Reino Unido, mas morreu com cerca de 80 anos, em 2016.

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Apesar de o naturalista neerlandês Coenraad Jacob Temminck ter descrito, em 1836, que o caranguejo pode causar ferimentos graves com suas pinças, a maioria dos biólogos relata que os seres não são naturalmente agressivos ou vorazes.

Além do caranguejo-aranha-gigante, outras quatro espécies do mesmo gênero foram identificadas a partir de fósseis, revelando a diversidade desse grupo de crustáceos gigantes.

Pesca e conservação

No Japão, esses caranguejos são pescados para fins alimentícios, mas a pesca descontrolada com redes de arrasto tem causado diversos problemas ambientais, incluindo a diminuição da espécie.

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Dados oficiais mostram que a pesca desses animais caiu drasticamente, de 24,7 para apenas 3 toneladas, no período de 1976 a 1985.

Para evitar a extinção, a pesca durante a primavera é proibida, já que é nessa estação que os caranguejos se movem para as águas mais profundas para se reproduzirem, de acordo com o The Tennessee Aquarium.

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