A maioria dos brasileiros culpa mais o senador Flávio Bolsonaro (PL) do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo novo tarifaço anunciado nesta semana pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A informação consta de um novo recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira (16), um dia após os EUA confirmarem a aplicação das tarifas de 25% a partir da próxima semana.

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Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados responderam concordar mais com Lula, que afirmou que Flávio apoiou o tarifaço dos Estados Unidos para prejudicar o governo federal brasileiro. Outros 30% afirmaram crer mais na versão de Flávio, que disse ter pedido a Trump para não sobretaxar produtos do Brasil.

A diferença nesta questão feita aos entrevistados aumentou em relação ao mês passado. Em junho, 47% das pessoas afirmavam concordar mais com Lula, enquanto 35% diziam dar razão a Flávio Bolsonaro. Na prática, a diferença aumentou 12 para 21 pontos percentuais entre os que concordam mais com o petista do que com o senador bolsonarista.

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Veja a evolução no recorte da Genial/Quaest

Nas semanas seguintes ao levantamento passado, o pré-candidato do PL divulgou carta e viajou aos Estados Unidos e fez discursos em eventos que discutiram a aplicação ou não das tarifas ao Brasil.

A pesquisa Quaest de julho ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 10 e 13 de julho. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-7181/2026).

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Novo tarifaço estimula mais o voto em petista

O levantamento ocorreu antes de o governo Trump confirmar a aplicação da tarifa. Na ocasião, 62% dos entrevistados disseram ter conhecimento das notícias sobre as sobretaxas do governo norte-americano, à época sob análise, contra 38% dos que disseram não saber do tema.

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A pesquisa também mediu se o novo tarifaço ampliou a vontade dos eleitores de votar em algum dos pré-candidatos a presidente. Para 42%, essa nova tarifa desperta mais vontade de voto em Lula, enquanto 27% disseram ter mais vontade de votar em Flávio em razão das medidas norte-americanas. A diferença também aumentou em relação ao mês anterior, quando 39% se sentiam mais estimulados a votar no petista e 30%, no bolsonarista, em função da ameaça de novas tarifas dos EUA.