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Tipos de manchas na pele: conheça cada um deles e saiba como tratar

Especialistas explicam sobre fatores que podem causar o escurecimento da pele

28/07/2022 - 08h58

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Por Portal EdiCase
Mulher posando para foto com mão no rosto
Manchas na pele afetam a autoestima
(Foto: )

Manchas de pele é uma queixa comum entre homens e mulheres nos consultórios de dermatologia. Ocasionadas por fatores, como acne, exposição solar, medicamentos ou envelhecimento, elas costumam afetar a autoestima e exigem cuidados específicos. Por isso, as dermatologistas Cláudia Merlo e Paola Pomerantzeff e a esteticista dermaticista Patrícia Elias explicam como resolver esse problema. Confira!

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O que são as manchas de pele?

Segundo Patrícia Elias, especialista em hipercromias (processo de formação de manchas escuras), o escurecimento da pele ocorre devido a uma anormalidade na pigmentação natural da pele. Ou seja, acontece quando os melanócitos (células que produzem melanina, responsáveis por dar cor e proteção à pele) sofrem algum estímulo, favorecendo o surgimento de manchas.

Causas das manchas na pele

A alteração da cor natural da pele pode ser causada por diversos motivos, Patrícia Elias lista alguns deles:

  • Exposição excessiva ao sol;
  • Alterações hormonais;
  • Envelhecimento da pele;
  • Queimaduras;
  • Picadas de inseto;
  • Contato com frutas cítricas;
  • Inflamação.

Tipos de manchas na pele e tratamento

As manchas escuras na pele não são todas iguais e, por isso, cada tipo exige um tratamento específico. A seguir, entenda um pouco sobre cada uma delas:

Melanoses

Popularmente conhecida como mancha senis, esse tipo é causado devido a excessiva exposição ao sol. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), elas costumam aparecer no dorso das mãos, colo e costas, que são as áreas mais expostas ao sol.

“As melanoses solares são encontradas principalmente em regiões com maior exposição ao sol, pois são resultado do efeito cumulativo da radiação solar, surgindo com o passar dos anos”, complementa a dermatologista Dra. Cláudia Merlo.

Entre os tratamentos indicados para esse tipo de mancha está o laser de luz pulsada, pois é uma das formas mais eficazes no clareamento de manchas resistentes. Além disso, também podem ser indicados pelo médico dermatologista o uso de ácidos na pele.

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Fitofotodermatose

Conforme explica Patrícia Elias, as manchas de fitofotodermatose são causadas pela reação de frutas cítricas em contato com o sol. Ainda de acordo com a especialista, para esse caso, os tratamentos indicados são microagulhamento, luz intensa pulsada, ozonioterapia, ledterapia e peelings químicos específicos.

“O microagulhamento é ótimo aliado para tratar as manchas e estimular a produção de colágeno da pele. A luz intensa pulsada, que trabalha diretamente nos locais que existem mais melanina, promove uma coagulação que renova a área, clareando manchas. A ozonioterapia também é recomendada com o intuito de melhorar a qualidade da pele e ajudar a dispensar o pigmento”, esclarece. Além disso, manter a pele hidratada e utilizar o protetor solar também é fundamental durante o tratamento.

Mulher passando creme no rosto
Exposição excessiva ao sol pode causar melasma
(Foto: )

Melasma

O melasma é causado devido ao excesso de produção de melanina, influenciado por fatores genéticos, hormonais e exposição ao sol. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), costuma aparecer durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional.

Apesar de não ter cura, esse tipo de mancha pode ser tratado com a utilização regular de filtro solar, além de cremes clareadores com Vitamina C e com ação de calmante e antioxidante, conforme explica a esteticista Patrícia Elias.

“É importante não se expor ao sol durante o tratamento. O melasma é uma mancha difícil e requer muito cuidado, por isso, é sempre importante procurar um profissional qualificado e especialista em hipercromias para indicar o tratamento adequado”, enfatiza.

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Melanomas

Apesar de sua origem também estar ligada às células que produzem melanina, esse tipo de mancha é cancerígena. “Para identificar o melanoma, preste atenção a pintas que se enquadram na regra ABCDE: apresentando assimetria, bordas irregulares, cores múltiplas, diâmetro maior que 6mm e evolução anormal”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff.

Ainda segundo a médica, ao encontrar alguma dessas alterações é importante procurar um dermatologista para receber o diagnóstico e tratamento adequado. “Inicialmente, realizamos a remoção cirúrgica do melanoma, que, dependendo da evolução do quadro, pode ser acompanhada de tratamentos como a quimio, a rádio e a imunoterapia”, explica.

Nevo de Ota

O nevo de Ota é uma pinta extensa com coloração amarronzada, azul, verde ou até arroxeada. Apesar de ser frequentemente confundida com manchas, é preciso ficar atento a esse tipo de pinta, pois ela não pode aumentar de tamanho. “Não é possível tratar o nevo de Ota com cosméticos tópicos clareadores, sendo necessário combatê-lo através do uso de tecnologias como o laser Q-Switched, que emite uma energia que atua exatamente sobre os melanócitos”, diz a especialista.

Manchas de acne

Tecnicamente conhecida como hipercromias pós-inflamatórias, essas manchas, segundo a Dra. Cláudia Melo, surgem na pele após processos inflamatórios, causados por acne, lesões e procedimentos como lasers e peelings. Ao contrário dos outros tipos de mancha, nesse caso não é necessário realizar tratamento, pois elas costumam sumir com o tempo.

Mas, para ajudar no processo, é possível utilizar esfoliantes e máscaras. “Uma alternativa é a máscara de argila branca que, além de calmante, também possui propriedades desintoxicantes e deve ser misturada com água filtrada ou gel de babosa, deixando agir por cerca de 20 minutos uma vez por semana”, ensina a esteticista dermaticista Patrícia Elias.

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Consulte um especialista

É importante ressaltar que, independentemente do tipo de mancha, a consulta com um especialista é essencial para realizar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado para cada caso, evitando que problemas mais graves possam ocorrer. Por isso, evite se automedicar e preste atenção em qualquer sinal que possa surgir no seu corpo.

*Por Vitoria Rondon

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