Uma mansão avaliada em R$ 25 milhões e ligada à família Gaidzinski, em Criciúma, será levada a leilão após quase 25 anos de tramitação judicial. O imóvel está localizado em área nobre do Centro da cidade, em frente à Praça do Congresso, e reúne três terrenos com uma residência de alto padrão.

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O leilão está marcado para ocorrer entre os dias 21 e 28 de julho de 2026, de forma eletrônica. Os interessados poderão apresentar lances online, sendo que o imóvel será arrematado por quem oferecer valor igual ou superior ao da avaliação.

A propriedade possui área total de 1.667,80 metros quadrados e conta com uma casa de 904,76 m² de área construída. Conforme o laudo de avaliação, o imóvel está situado em uma região com infraestrutura completa, com acesso facilitado a vias importantes, além de contar com intensa circulação de veículos e pedestres.

Mansão da família Gaidzinski tem arquitetura e localização valorizadas

A residência foi projetada na década de 1980 pelo arquiteto Fernando Jorge da Cunha Carneiro, considerado o primeiro arquiteto de Criciúma. Implantada em um terreno voltado para uma praça, a casa foi desenvolvida em dois níveis, com ambientes sociais e íntimos integrados a amplas varandas e terraços.

O projeto arquitetônico se destaca pelo uso de concreto aliado a elementos em madeira, com arcos que avançam para o interior de espaços como o hall de entrada, sala de jantar e living, conferindo identidade marcante à construção.

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Processo se arrasta desde 2002

A venda ocorre no âmbito de um processo judicial iniciado em 2002 e que ainda tramita na Justiça. O caso teve início após a morte de Jarvis Gaidzinski, filho mais velho de Maximiliano Gaidzinski. Jarvis foi deputado federal na legislatura de 1991 a 1995 e morreu em 22 de setembro de 2002.

A mansão integra o inventário e faz parte do conjunto de bens vinculados ao processo, envolvendo diferentes registros e penhoras ao longo dos anos.

Além da possibilidade de pagamento à vista, o edital prevê a opção de parcelamento, com entrada mínima de 20% do valor e o restante dividido em até 36 parcelas mensais, corrigidas pela taxa Selic.

Os bens serão vendidos no estado em que se encontram, e eventuais interessados devem realizar vistoria prévia antes de participar do leilão, conforme previsto no edital.

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Veja imagens da mansão