O Mar de Aral, na Ásia Central, era um lago salgado tão vasto que funcionava como um moderador do clima regional, mas se transformou em areia completa. Centenas de navios ficaram encalhados com a transformação da água em deserto. O caso é conhecido como uma das maiores tragédias ambientais causadas pelo homem em todo o planeta.
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Atualmente, o cenário é marcado por resquícios de sal e fragmentos isolados de água que não formam um corpo único.
Como o mar virou areia
Tudo começou com o desejo soviético de transformar terras áridas em polos de produção agrícola e industrial. O projeto desviava os rios que nasciam nas montanhas do Tajiquistão e Quirguistão para irrigar plantações de algodão. No entanto, a engenharia da época era ineficiente e permitia que a maior parte da água evaporasse.
O volume de captação crescia anualmente, ignorando os sinais de alerta emitidos por pesquisadores locais. Em 1961, o nível do mar caiu cerca de 20 centímetros, mas esse número triplicou nas décadas seguintes. Portanto, o lago entrou em um colapso generalizado devido ao desequilíbrio entre a entrada de água e a evaporação.
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O que aconteceu com os navios que estavam no mar
Imagens analisadas pela NASA e pela Agência Espacial Europeia confirmam que o mar perdeu quase toda sua extensão original. A salinidade extrema eliminou a vida aquática, acabando com a fonte de renda de milhares de famílias da região. Consequentemente, os trabalhadores migraram para outras áreas, deixando para trás vilas fantasmas e portos secos.
O antigo leito virou o deserto de Aralkum, onde cascos de navios permanecem como lembretes de um passado produtivo. Esse novo território sofre com tempestades de areia carregadas de resíduos químicos da agricultura intensiva de décadas atrás. Além disso, a erosão do solo dificulta o crescimento de qualquer vegetação natural na área.
Como o local está hoje
Há esperanças para a região
Para combater essa aridez extrema, o Cazaquistão lançou um programa de reflorestamento em 2021. O foco é o plantio de saxauls negros, arbustos nativos que conseguem estabilizar o solo e reduzir a poeira. A intenção principal é criar uma barreira verde que proteja a região dos impactos climáticos mais severos.
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Embora o progresso ocorra em passos lentos, o Projeto Oasis representa uma luz no fim do túnel para a Ásia Central. A iniciativa já atua em centenas de hectares e busca atrair novas espécies de plantas resistentes no futuro. Dessa forma, os cientistas tentam salvar o que restou desse ecossistema que um dia foi um mar.
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