O consumo de leite e carne bovina de origem europeia está diretamente ligado ao aumento do risco de câncer de cólon e doenças neurodegenerativas, como Parkinson e esclerose múltipla, segundo o médico Harald zur Hausen.
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O laureado com o Nobel de Medicina explica que o perigo reside em agentes infecciosos específicos encontrados no sangue e no soro do leite, que causam inflamações crônicas silenciosas no organismo humano.
Mas o que mais assusta os cientistas não é apenas o consumo em si, mas um detalhe específico sobre a infância que pode determinar sua saúde daqui a 30 anos. Entenda o porquê abaixo.
Por que a carne vermelha é apontada como vilã do intestino
A ciência já sabe que o consumo excessivo de carne vermelha é um fator de risco. No entanto, Harald zur Hausen elevou o debate ao identificar padrões epidemiológicos globais claros. Enquanto a Índia, que não consome carne bovina por tradição religiosa, possui as menores taxas de câncer de cólon do mundo, países como Japão e Coreia do Sul viram seus casos explodirem após a ocidentalização da dieta.
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O mecanismo de dano ocorre em três frentes principais:
- Agentes BMMFs: Moléculas de DNA de origem bovina que infectam células humanas.
- Ferro Heme: Componente da carne que estimula processos inflamatórios.
- Cozimento Extremo: Grelhar ou fritar a carne em altas temperaturas cria substâncias cancerígenas na crosta do alimento.
O leite de vaca pode causar doenças neurológicas
O alerta mais polêmico do Nobel envolve o leite. Segundo suas pesquisas, o gado leiteiro moderno carrega fatores de risco que podem desencadear respostas autoimunes. Zur Hausen sugere cautela extrema, especialmente durante o período de amamentação.
“Nosso gado é um claro fator de risco e precisamos ter mais cuidado”, afirmou o cientista. A hipótese é que o contato precoce de bebês com o leite de vaca — antes do sistema imunológico estar totalmente formado — permite que esses agentes se instalem no corpo, favorecendo doenças como a Esclerose Múltipla na vida adulta.
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Como reduzir o risco sem cortar tudo da dieta
A solução não precisa ser a abolição total, mas sim a estratégia alimentar. Especialistas sugerem alguns passos para mitigar os danos mencionados pelo pesquisador:
- Moderação no preparo: Evite carnes muito passadas ou com partes carbonizadas (pretas).
- Origem do gado: Pesquisas indicam que o gado Zebuíno (comum no Brasil) pode apresentar riscos menores que o gado de origem europeia puro.
- Proteção na infância: Priorizar o aleitamento materno exclusivo para fortalecer a barreira imunológica do bebê contra agentes externos.
Respeitar a ciência e entender os limites do corpo é, segundo Zur Hausen, a forma mais eficaz de prevenção coletiva contra as doenças que mais crescem no século XXI.
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