Um avanço tecnológico na medicina neurológica promete aliviar os sintomas da doença de Parkinson. A agência reguladora de saúde dos Estados Unidos (FDA) aprovou em 2025 o uso da estimulação cerebral profunda adaptativa (aDBS), uma técnica que funciona como um “marca-passo” inteligente para o cérebro.

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Diferente dos métodos tradicionais, o novo dispositivo ajusta a intensidade dos pulsos elétricos em tempo real, conforme a necessidade de cada paciente.

A inovação foi liderada por Helen Brontë-Stewart, professora de neurologia na Universidade Stanford. O primeiro paciente no mundo a receber o tratamento experimental, em 2020, foi o professor emérito Keith Krehbiel.

Diagnosticado com a doença há mais de 25 anos, Krehbiel enfrentava dificuldades com a medicação convencional, que causava náuseas e confusão mental.

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Como funciona a tecnologia

No sistema de DBS original, o neuroestimulador envia um fluxo constante de eletricidade. Já a versão adaptada identifica sinais neurais anormais e utiliza algoritmos para normalizá-los.

“Como um marca-passo cardíaco que responde aos ritmos do coração, a estimulação cerebral profunda adaptativa usa os sinais cerebrais individuais da pessoa para controlar os pulsos elétricos”, explica Brontë-Stewart.

Segundo os pesquisadores, q técnica não represente a cura para o Parkinson, contudo, oferece um controle de sintomas.

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Para Krehbiel, os resultados foram:

  • Redução de tremores: os movimentos involuntários praticamente desapareceram.
  • Menos medicação: o paciente conseguiu reduzir drasticamente as doses de remédios.
  • Qualidade de vida: o fim da “névoa mental” permitiu que ele continuasse suas pesquisas e convívio familiar.

Precisão cirúrgica

O procedimento envolve a inserção de eletrodos em áreas específicas do cérebro, como o núcleo subtalâmico. Durante a cirurgia, neurologistas monitoram os sons emitidos pelas células cerebrais para garantir o posicionamento milimétrico dos fios.

Segundo Jaimie Henderson, professor de neurocirurgia que atua com Brontë-Stewart, a interpretação em tempo real desses sinais é crucial para o sucesso do implante.

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