O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), vai passar para a reserva do Exército brasileiro. A autorização foi concedida após a condenação em 2025 a dois anos de prisão em regime semiaberto em relação à trama golpista, apesar do pedido ter sido feito em agosto, antes da condenação. Como Cid permanecerá com a patente de tenente-coronel, ele terá uma remuneração proporcional aos anos de serviço militar prestados, por volta de R$16 mil.  

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Entretanto, Cid precisará deixar a casa na vila militar, em Brasília, em até 90 dias. Agora, o ex-ajudante de ordens deve se enquadrar na chamada cota compulsória, como uma aposentadoria antecipada.

De acordo com o Portal da Transparência, Cid tem, atualmente, uma renumeração básica bruta de R$ 28.242,64. Com os descontos obrigatórios e gratificações, a média salarial do tenente-coronel ficou em R$ 22.018,31, considerando a renumeração de junho a novembro.

Agora, Cid não deve mais prestar serviço diário ao Exército, sem exercer função ou ocupar cargo administrativo. Segundo a defesa de Cid, ele será “um civil”, que “poderá ser chamado em caso de guerra”.

Cid foi delator na ação

Mauro Cid foi condenado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) dois anos de reclusão em regime aberto, com uma pena mais branda por ter feito uma delação premiada.

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A delação também previa que os bens e valores fossem restituídos ao militar, com ações contínuas da Polícia Federal para garantir a segurança de Cid.

Veja quem foi condenado

*Com informações do g1 e da CNN