Paula Proença Castela Ribeiro, prima da cantora Ana Castela, morreu na última quinta-feira (23) após complicações decorrentes da gravidez e do pós-parto. Em entrevista à Caras Brasil, o médico Wandyk Alisson explicou a condição e reforçou a necessidade de acompanhamento médico durante a gestação.
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Conforme o especialista, a morte materna é definida como aquela que ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o parto. O acompanhamento contínuo e detecção precoce são as principais formas de prevenção.
— A morte materna e fetal é um dos desfechos mais trágicos da medicina moderna, não apenas porque representa a perda de duas vidas, mas porque em grande parte dos casos ela é evitável […]. As causas diretas são aquelas ligadas a complicações obstétricas imediatas, enquanto as indiretas decorrem da piora de doenças pré-existentes durante a gestação — detalha.
Ainda na quarta-feira (22), Ana Castela havia publicado um vídeo emocionada no Instagram pedindo que fãs e amigos comparecessem ao Hemosan, anexo ao Hospital Santa Helena, para doar sangue para Paula. A advogada, contudo, não resistiu.
Wandyk também explica que entre as causas mais recorrentes para a morte materna estão hemorragias, infecções, tromboses e doenças hipertensivas, como a pré-eclâmpsia. Muitas dessas condições, conforme o médico, poderiam ser evitadas com atenção adequada no pós-parto.
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— Entre as causas diretas mais comuns de morte materna, a hemorragia obstétrica ainda é a principal vilã. Ela pode ocorrer por descolamento prematuro de placenta, atonia uterina, ruptura uterina ou lacerações graves.
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Quem era Paula Castela Ribeiro
Natural de Cuiabá, no Mato Grosso, Paula era advogada e congregava na Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança (ADNA). O bebê nasceu prematuro e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
A igreja de Paula publicou um vídeo nas redes sociais e descreveu a advogada como “uma verdadeira adoradora, exemplo de fé, dedicação e amor à obra de Deus. Mãe e esposa exemplar, filha amada, e irmã parceira”. Além do bebê, que é um menino, Paula deixa o marido e uma filha.
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Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lamentou a morte de Paula e expressou sentimentos aos amigos e família.










