Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro revelaram nesta sexta-feira (13) que a broncopneumonia que fez o político ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é “muito grave” e incomum. De acordo o médico Claudio Birolini, “o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez surge nessas circunstâncias”.
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O quadro de saúde de Bolsonaro neste momento, segundo o médico, é estável, mas chamou a situação de “realmente crítica” e “indesejada”.
— Isso realmente põe em risco a vida do paciente. Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua para uma insuficiência respiratória, e se você não intervir, morra. A gente está lidando com uma situação extremamente grave — disse.
Segundo o médico, essa pneumonia foi mais grave do que as duas que Bolsonaro teve em 2025. Nesse momento, o ex-presidente está recebendo tratamento para soluço, refluxo e fisioterapia.
— Vai ser um tratamento mais prolongado, diferente de uma pneumonia comum em que a pessoa recebe o antibiótico e vai pra casa — afirmou.
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O médico também afirmou que ele não precisou ser entubado e que, neste momento, ele está consciente.
— Agora está consciente, consegue falar melhor. Saturação que era de 80% chegou a 90%. Estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado — detalhou.
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Boletim médico
Conforme um boletim, Bolsonaro deu entrada no hospital após apresentar febra alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele foi submetido a exames de umagens e laboratoriais que confirmaram a broncopneumonia bacteriana bilateral. No momento, o político está na UTI e faz tratamento com antibioticoterapia venosa.
O Corpo de Bombeiros foi acionada para atender Bolsonaro por volta de 7h40min desta sexta-feira. O ex-presidente chegou ao hospital DF Star, em Brasília, por volta das 8h50, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
Entenda o quadro de saúde de Bolsonaro
Em setembro de 2025, quando ainda estava em prisão domiciliar, Bolsonaro precisou de atendimento médico após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
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A defesa do político apresentou diversas vezes pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente. Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
*Com informações da CNN e G1










