Depois de cerca de duas semanas de portas fechadas, a megaloja das Americanas, na rua Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis, voltou a funcionar nesta segunda-feira (16). O estabelecimento na área central da capital é visto como ponto de referência para quem circula pela área e gerou curiosidade com um possível fechamento definito.

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A loja foi fechada no final de fevereiro para passar por um processo de modernização. Os clientes que viram o local sem funcionar chegaram a questionar a possibilidade do encerramento das atividades, o que foi desmentido pela Americanas na época.

Veja como foi a reabertura

Depois de passar por reforma, o local abriu já abastecido para a Páscoa e com um novo mix de produtos, incluindo categorias como alimentos e bebidas, higiene pessoal, beleza, brinquedos e utilidades domésticas.

Segundo a Americanas, as mudanças ocorreram para tornar o empreendimento mais moderno e atrativo, além de oferecer mais conforto e praticidade para os clientes. A unidade ainda opera em um formado integrado ao e-commerce, o que permite que os clientes optem pela entrega em casa ou retirada na loja durante as compras.

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Entenda em que pé está a recuperação judicial da Americanas

Quase três anos após começar a executar seu plano de recuperação judicial, a Americanas afirma estar perto de encerrar a crise iniciada no começo de 2023, quando veio à tona uma fraude contábil estimada em R$ 25 bilhões.

O episódio revelou inconsistências bilionárias nas contas da companhia e levou a empresa a entrar com pedido de recuperação judicial. O plano foi aprovado pelos credores em dezembro de 2023 e passou a ser colocado em prática em fevereiro de 2024. Naquele momento, a dívida com credores somava R$ 42 bilhões, sem considerar valores entre empresas do mesmo grupo.

Desde então, a varejista reduziu de forma significativa o endividamento. No segundo trimestre de 2025, a dívida bruta era de R$ 1,9 bilhão — sendo R$ 1,8 bilhão em debêntures e R$ 54 milhões em empréstimos e financiamentos. A empresa também informou uma posição de caixa e equivalentes, incluindo recebíveis, líquida, de R$ 103 milhões.

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Ao considerar os compromissos que ainda fazem parte do plano de recuperação, a dívida líquida ao fim do trimestre ficou em R$ 372 milhões. Entre esses valores estão dívidas com fornecedores que, atualizadas a valor presente, somam R$ 459 milhões e seguem sendo pagas conforme as condições negociadas.

A varejista espera, agora, concluir o processo que a levará a sair da recuperação judicial no primeiro semestre de 2026.

*Com informações de Bloomberg