A sensibilidade do pequeno Isaac, de apenas quatro anos, ao chorar pela extinção dos dinossauros em um vídeo publicado na internet ultrapassou a “bolha” da web e comoveu até mesmo quem trabalha em parques temáticos de Santa Catarina. Entre janeiro e fevereiro, o menino foi convidado pelos principais locais que contam com atrações voltadas aos gigantes pré-históricos na região para conhecer “pessoalmente” os animais que arrancam sorrisos — e, por vezes, lágrimas — do miniblumenauense que é apaixonado pelo universo jurássico.

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A história do garoto viralizou nas primeiras semanas de 2024 depois que a mãe dele, Francielly Sodré, gravou um vídeo do menino inconformado com o desaparecimento dos dinossauros. Na filmagem publicada nas redes sociais, a mãe tenta explicar ao filho que não seria viável viver no mesmo ambiente em que os répteis, mas a criança se esforça para convencê-la de que há, sim, alternativas.

— É só o dono do parque de dinossauros não os deixar sair do cercado — argumentou o menino, à época.

A reação do pequeno Isaac surpreendeu não só internautas, como também os principais parques de dinossauros do Estado, que chamaram o garoto para ver de perto os “ídolos” pré-históricos. Na última sexta-feira (9), por exemplo, foi dia de passear pela Vila Encantada, em Pomerode, onde o menino não escondeu o fascínio pelos “dinos” em tamanho real.

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Além de conhecer o espaço, Isaac ainda participou de atividades que simulam a busca por fósseis em escavações científicas. Ao lado da irmã, Isadora, ele usou pá e pincel para descobrir réplicas de ossadas na caixa de areia e ganhou uma hospedagem em um apartamento temático onde a decoração é toda voltada ao universo dos dinossauros (veja fotos abaixo).

Esse, porém, não foi o único convite que o menino recebeu desde que viralizou nas redes sociais. Em janeiro, o blumenauense também visitou o famoso Aventura Jurássica, inaugurado em setembro de 2023, em Balneário Camboriú, e que é considerado o maior parque de dinossauros do Brasil.

Em entrevista à repórter Morgana Fernandes, da NSC TV, o gerente do local, Regis Rodrigues, contou estar impressionado com a desenvoltura da criança, que tinha na ponta da língua o nome de todas as espécies que ele fazia questão de conhecer.

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— Desde bebêzinho sempre chamou a atenção dele, ele sempre gostou de brinquedinhos, de livros que têm ilustrações de dinossauros. Lá em casa tem muitos, muitos dinossauros. Tudo o que ele escolhe é de dinossauros. Só de temas de aniversário já foram dois. Se perguntar para ele, é tema de dinossauros que ele quer — também ressaltou a mãe, à época.

Junto com a família, o pequeno Isaac aproveitou para tocar e distribuir abraços às réplicas que ele via pela frente. Com o gesto de carinho, o menino fazia até parecer que aquelas estátuas maiores do que ele poderiam se mexer a qualquer momento.

Isaac em gesto de carinho com a réplica de dinossauro, em Balneário Camboriú (Foto: Divulgação)

Mesmo não sendo real, o garoto não pareceu nem um pouco desapontado com o fato de não esbarrar com um gigante pré-histórico de verdade. Já a irmã dele, Isadora, que também aprendeu a apreciar a espécie, demonstrou já estar conformada com a extinção.

— A gente começou a gostar de dinossauros quando viu que eles são muito legais e altos. Então achei muito legal vir aqui porque quis ver um. Mas não de verdade, né, porque eles não existem mais. Só que a gente conseguiu ver pelo menos as réplicas — contou a menina.

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*Sob supervisão de Augusto Ittner

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