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    Mercado imobiliário: SC possui três das dez cidades com maiores preços médios por venda

    Avaliação é segundo o índice FipeZAP, que analisa 50 cidades em todo o país

    19/02/2021 - 17h15

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    Por Estúdio NSC
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    Com as quedas nas taxas de juros medidas pela Selic, definidas pelo Banco Central, os investidores têm buscado outras opções de aplicações que não sejam atreladas à renda fixa. O mercado de capitais e os investimentos imobiliários se mostram como alternativas para aumentar a rentabilidade. Em Santa Catarina, o mercado de imóveis está aquecido, segundo o Índice FipeZap de janeiro, elaborado pela ZAP Imóveis, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades do país. O Estado possui três das dez cidades com maiores preços médios de venda. Balneário Camboriú apresenta o quarto maior valor por m², com R$7.776. Florianópolis aparece em seguida, com R$7.480 e Itapema com R$7.210. Itajaí está em 12º lugar entre as 50, com R$6.459 o m².

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    Na análise dos últimos 12 meses, a variação no preço médio de venda (alta nominal) em Florianópolis foi de +7,35%; enquanto em Balneário Camboriú de +7,05%; Blumenau de +5,51%; Itajaí de +7,63%; Itapema de +13,65%; Joinville de +4,14% e São José de +7,42%.

    O economista Leonardo Alonso Rodrigues aponta que, com as medidas econômicas e retomada da demanda e das atividades, a retomada econômica foi muito forte em relação ao esperado – o que contribuiu para o ramo imobiliário. Os custos subiram muito, faltou matéria-prima, o que impulsionou os preços revelados na pesquisa. O economista também destaca o aumento da oferta de crédito no mercado imobiliário com as baixas taxas de juros.

    – Mais uma pressão de demanda sobre os preços. E com esses juros baixos, muitas pessoas que estavam em investimentos mais conservadores migraram para esse ramo. Fundos imobiliários captaram muitos investimentos, por exemplo – pondera Rodrigues.

    Como consequência, as vendas de materiais de construção aumentaram 12,8% em 2020 no Estado catarinense – acima da média nacional de 10,8%. Da mesma forma a carteira de crédito para financiamentos imobiliários. Dados do Banco Central, ressaltados pelo economista, mostram que o saldo da carteira de crédito pessoa física cresceu no Brasil 11,7% no final de dezembro, em comparação com o mesmo mês de 2019.

    Com a pandemia e o home office, muitas empresas adotaram trabalho remoto ou híbrido e já havia uma expectativa de redesenho demográfico no país. Locais como as cidades apontadas na pesquisa, que promovem qualidade de vida ao morador, são atrativas para quem está no trabalho remoto, e investidores antecipam esse movimento para ter retorno futuro.

    Mercado em crescimento atrai investidores

    Quem investe em SC não se arrepende, de acordo com o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI/SC) Antônio Moser. Segundo ele, o mercado vem crescendo bastante. Além de o imóvel capitalizar, ele proporciona renda com a locação. Quem compra um apartamento de R$300 mil, consegue a valorização e ainda aluga na faixa de R$2mil.

    Moser ainda cita como benefícios do investimento em imóveis a segurança, pois a volatilidade é menor do que na bolsa, por exemplo. No entanto, o presidente do CRECI/SC orienta novos investidores a sempre procurarem um corretor credenciado, um profissional da área imobiliária, na hora de fazer negócios e evitar dor de cabeça.

    – Pode parecer algo simples, somente formalizar em cartório, fazer a escritura, mas não é bem assim. Podem estar escondidas diversas armadilhas e os corretores vão saber orientar. Você vai lá compra, e daqui a pouco aparece uma notificação avisando que o imóvel estava em garantia devido a uma ação trabalhista tramitando – afirma o presidente do conselho.

    Paulo Cesar Coutinho de Azevedo, vice-presidente para Compra e Venda de Imóveis do Secovi Florianópolis e Tubarão, acredita que o mercado imobiliário vive um ótimo momento, com vendas rápidas, e que os juros baixos facilitam a vida de quem quer entrar no ramo. Com um aporte menor para entrada, o preço do aluguel, dependendo da área, facilmente paga as parcelas do financiamento.

    – Vendi somente em setembro o que tinha vendido de janeiro a abril, e terminamos 2020 melhor do que o final de 2019. Daqui a um ano nosso estoque de apartamentos seca, se continuar assim – espera Azevedo.

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