A briga envolvendo um turista e vendedores ambulantes na Praia Central de Balneário Camboriú nesta semana rendeu muita especulação. Isso porque o vídeo que viralizou não explica o motivo das agressões contra o argentino. Aí teve quem questionasse se seria um milho com preço elevado, ou aluguel de guarda-sol e cadeira de praia e até desavenças sobre valores de produtos.

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Em um caso recente, em Porto de Galinhas, em Pernambuco, um casal de turistas também foi agredido por vendedores ambulantes. Eles alegam que os comerciantes cobraram mais caro que o combinado anteriormente pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol. Inclusive, Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, naturais do Mato Grosso, deixaram o local e vieram para Balneário Camboriú passar o Réveillon.

No episódio com o argentino, a dona do quiosque conversou com a NSC TV e contou a versão dela da história. O turista, até o momento, não foi identificado e não procurou as autoridades.

Dona Dirlei Tenutti diz que o homem chegou aparentando estar bêbado e pediu duas espigas de milho. Ela preparou e o turista teria pago R$ 30 sem nenhuma intercorrência. Porém, mais tarde, retornou questionando uma suposta cobrança indevida de R$ 150. A comerciante diz que o homem chegava a dizer o nome da pessoa para quem tinha feito o pagamento, mas não era no quiosque dela.

Irritado, ele teria atirado algumas cadeiras. Uma delas atingiu Dirlei na cabeça e no braço. Ela mostra um roxo no corpo que teria sido provocado pelo objeto. A partir daí, a confusão ganhou outra dimensão.

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— Meu marido viu que ele ia me agredir e aí os meninos vieram para me defender — conta.

Dirlei mostra roxo no braço que teria sido provocado pelo argentino (Foto: Grazi Guimarães, NSC TV)

Na gravação que viralizou, é possível observar que a comerciante e mais dois homens avançam na direção do argentino. Um deles usa um cabo de vassoura para tentar agredir o turista. O outro tenta dar socos. De repente, um rapaz aparece e dá um chute nas costas do homem, que cai. O vídeo encerra ali, sem mostrar o início da briga nem o desfecho.

Dirlei diz que chamaram a polícia, mas a guarnição demorou a chegar e o turista já tinha saído do local. Ela reitera que foi legítima defesa. Em resposta ao NSC Total, o comando da Polícia Militar da região informou que “a guarnição responsável pelo setor deslocou-se até o local indicado e realizou rondas preventivas, não sendo constatado o fato, tampouco localizados os supostos envolvidos, motivo pelo qual não houve intervenção policial”.

A Polícia Civil não abriu inquérito para apurar a situação, mas a prefeitura notificou a comerciante para explicar, dentro de 48 horas, o que ocorreu, sob o risco de perder o ponto de venda de milho e churros.

Vídeo mostra momento da agressão ao turista