O Bus Rapid Transit (BRT), que faz parte do Projeto de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), deve melhorar o transito no Litoral Norte de Santa Catarina, incentivar o transporte coletivo e reduzir filas e emissões de gás carbônico na região.
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O sistema ainda está na fase de estruturação, mas já existem diretrizes claras quanto a estrutura dos veículos e pontos de espera. Os ônibus devem ser modernos, com padrão elevado de conforto, equipados com acessibilidade universal e serão 100% elétricos, reduzindo emissões poluentes.
Já os terminais terão embarque em nível, como em estações, acessibilidade plena e integração com outros modos como os ônibus locais, bicicletas, e patinetes. Os detalhes finais ainda devem ser definidos nos estudos técnicos e na modelagem da concessão.
Veja fotos dos ônibus elétricos
O projeto prevê ainda corredores exclusivos para o tráfego dos ônibus do sistema BRT, com objetivo de garantir mais velocidade para os veículos, segurança para os passageiros e regularidade no serviço.
Quanto vai custar a passagem do BRT?
De acordo com o arquiteto e coordenador da Unidade de Coordenação do Projeto (UCP) do Promobis, Rafael Albuquerque, ainda não há tarifas definidas para a utilização dos ônibus, porém o valor será definido a partir dos estudos técnicos e da modelagem econômico financeira do sistema, levando em consideração os seguintes tópicos:
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- Equilíbrio econômico da operação;
- Acessibilidade tarifária para a população;
- Análise de receitas acessórias
- Possível integração com subsídios públicos
Projeto está na fase final de financiamento
O serviço do Bus Rapid Transit (BRT), está na fase final para efetividade do financiamento junto ao Banco Mundial e governo federal, e o contrato deve ser assinado ainda no primeiro semestre de 2026.
Segundo o arquiteto e coordenador da Unidade de Coordenação do Projeto (UCP) do Promobis, Rafael Albuquerque, o BRT funcionará como uma espinha dorsal da mobilidade regional, conectando os principais eixos urbanos, especialmente entre Camboriú, Balneário Camboriú, Itajaí e Navegantes.
— Os municípios serão integrados por meio de um sistema intermunicipal com ônibus 100% elétricos, permitindo que o cidadão consiga se deslocar por toda a região de forma mais eficiente e integrada — explica.
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O serviço de transporte deve atender atender os 11 municípios que compoem a Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri), Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Luiz Alves, Navegantes, Penha e Porto Belo.
Modelo de financiamento é inédito no Brasil
O Promobis é o primeiro projeto a receber recursos do Banco Mundial diretamente por meio de um consórcio de municípios no Brasil, o que evidencia a maturidade institucional da região e destaca a importância de uma abordagem integrada e regional para enfrentar os desafios da mobilidade urbana.
— Estamos projetando um sistema de transporte coletivo com enorme qualidade para que as pessoas optem por utilizar o transporte coletivo no seu deslocamento diário, ou seja, não apenas por necessidade, mas por escolha — afirma o coordenador da UCP do Promobis.
Ônibus devem reduzir congestionamentos
De acordo com Albuquerque, a operação dos ônibus devem alterar o padrão na mobilidade regional com que estamos acostumados. Hoje, com o crescimento acelerado da região, e a forte dependência em meios de transporte individuais, o BRT pode evitar engarrafamentos e trazer benefícios como:
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- Redução do tempo de deslocamento
- Maior previsibilidade das viagens
- Integração entre municípios
- Redução de congestionamentos e emissões de carbono
- Inclusão social, ao ampliar o acesso ao transporte de qualidade
Investimento milionário
O Promobis está dividido em 4 componentes, o transporte coletivo integrado com BRT, 100% elétrico e com corredores exclusivos, túnel imerso, micromobilidade urbana em Balneário Camboriú, e capacitação institucional. Para isso, o investimento total está estimado em 120 milhões de dólares em recursos públicos.
O montante será dividido em cerca de 90 milhões de dólares financiados pelo Banco Mundial, e aproximadamente 30 milhões de dólares de contrapartida pública. Segundo Rafael, ainda há a possibilidade de colaborações privadas para o projeto.
— Há expectativa de mobilização de investimento privados, especialmente na operação do sistema e na execução e operação do túnel submerso, que será uma parceria público privada (PPP) — destaca.
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Obras devem iniciar em 2027
O início das obras do Promobis esttá previsto para 2027, com execução gradual ao longo dos anos seguintes, condicionada à confirmação do financiamento e à finalização das etapas preparatórias ainda em 2026.
Com o BRT em fase final de financiamento, a equipe técnica da UCP já trabalha paralelamente na preparação dos processos de contratação dos estudos, que incluem pesquisa de origem-demanda, modelagem operacional, estudos de demanda e estruturação da PPP para o túnel subaquático entre Itajaí e Navegantes.














