Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema de corrupção eleitoral em Timbé do Sul, no Sul de Santa Catarina. Eleitores vendiam seus votos em troca de cocaína, que era chamada de “moeda branca” entre o grupo de criminosos. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (4).
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As apurações iniciaram entre 2021 e 2022, durante investigação relacionada ao tráfico de drogas no município. O caso foi descoberto após a abordagem e prisão em flagrante de um suspeito de tráfico.
Ao analisar o celular do suspeito, foram localizadas mensagens que detalhavam o acerto com os eleitores do município.
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Eleitores vendiam voto por cocaína em Timbé do Sul
Nas conversas, o suspeito solicitava fotos dos títulos de eleitor e oferecia o pagamento de R$ 50 por voto. Contudo, o repasse não ocorria em dinheiro vivo, mas em porções de cocaína.
Em depoimento, eleitores confirmaram ter enviado os documentos e recebido o equivalente ao valor em drogas antes do pleito. O cruzamento de dados e o relatório da investigação da Polícia Civil apontaram que um candidato a vereador seria o beneficiado direto pelo esquema.
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Mensagens trocadas entre o político e o traficante antes e depois do período de votação demonstraram o conhecimento e a contabilidade do esquema. A investigação resultou na responsabilização dos envolvidos perante a Justiça Eleitoral, com uma condenação que reconheceu a prática ilícita apurada pela Polícia Civil.









