Um monitor desarmou e imobilizou o adolescente de 16 anos que atacou e matou um menino de nove anos em uma escola no município de Estação, no Rio Grande do Sul, na manhã desta terça-feira (8). Ao GZH, ele contou que atingiu o agressor nas costas com uma pá que estava no depósito da escola.

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Depois, o homem ainda o conteve até que a Brigada Militar chegasse ao local.

— Ataquei ele com a pá. Eu tenho que me doar por essas crianças. Eu tenho que morrer no lugar dessas crianças — disse.

Para ele, a tragédia “ia ser muito maior” se ele não tivesse agido naquele momento.

— É isso que eu tive, o instinto de heroísmo. Porque a gente tinha uma preparação para isso. Mas a gente não gostaria que não acontecesse nada. Foi uma fatalidade, uma coisa sem fundamento nenhum — afirmou o monitor.

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Adolescente entrou na escola e pediu para ir ao banheiro

Segundo o monitor, ele estava arrumando brinquedos quando o adolescente de 16 anos pediu para ir ao banheiro. O monitor, então, resolveu o acompanhar. Foi quando, de repente, o suspeito tirou uma faca de dentro da mochila.

Então o monitor gritou, dizendo para as crianças correrem e fugirem do local. O agressor entrou em uma das salas do terceiro ano, onde estavam o menino que morreu e outras duas meninas que precisaram ser encaminhadas a hospitais da região.

O monitor resolveu pedir socorro a vizinhos da escola e pediu para que alunos e funcionários saíssem do local.

Crianças feridas

Uma menina de oito anos e uma professora precisaram ser internadas. Uma outra criança também foi atingida e sofreu cortes superficiais na cabeça, mas já foi liberada, de acordo com o prefeito Geverson Zimmermann. 

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A menina de oito anos foi encaminhada a um hospital na cidade de Getúlio Vargas, após o ataque com uma faca, por volta das 10h. Depois, ela foi transferida para Erechim e deve passar por uma cirurgia.

A professora, de 34 anos, foi encaminhada a um hospital também de Erechim. O coronel Carlos Alberto Cardoso de Aguiar Junior, comandante do CRPO Norte, de Erechim, classifica a docente como “uma heroína”.

O menino de nove anos chegou a ser encaminhado ao hospital, mas teve a morte confirmada depois de ser atingido por um corte na região do tórax.

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