A socialite Regina Gonçalves, moradora do edifício Chopin, um prédio de luxo localizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, despertou a curiosidade dos vizinhos após desaparecer dos corredores e não ser mais vista pelos moradores. De acordo com o empresário João Chamarelli, ela teria sido vítima de um golpe de um motorista que levou dinheiro, joias e objetos de valor de Regina. As informações são do O Globo.

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O sumiço de Regina, de 88 anos, era comentado pelos moradores do edifício desde o final do ano passado. Entretanto, o caso ganhou novos rumos após a deputada estadual e empresária Alice Tamborindeguy publicar nas redes sociais o questionamento sobre o paradeiro da socialite. “Quero muito saber cadê a Regina”, comentou.

A pergunta ecoou e foi publicada na coluna da jornalista Lu Lacerda na quinta-feira (19). Ao jornal O Globo, Tamborindeguy disse que Regina é uma “pessoa de alma elegante” e representa a alta sociedade, com acessórios chiques e sempre na moda. A mãe da ex-deputada, que morreu há 10 anos, era amiga e vizinha de Regina.

— Regina e minha mãe conversavam bastante. Regina sempre recebia bem os amigos, uma pessoa muito social e agradável. Era comum vê-la com o motorista, saindo de carro. De repente, ela sumiu, ninguém soube mais dela. Parece que a família a blindou. Perdemos o contato do telefone dela. Ficamos com medo aqui no prédio de que algo acontecesse com ela. Rogo a Deus que ela esteja bem. O Chopin é uma família, por isso a nossa preocupação — diz a empresária.

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Cárcere privado 

Autorizado pela família de Regina a dar entrevista sobre o caso, o empresário João Chamarelli confirmou que a socialite estava sendo mantida em cárcere privado após ser vítima de um golpe de um motorista. Segundo ele, ela teria escapado após um descuido do homem. O caso foi registrado na polícia e o inquérito corre em segredo de Justiça.

— Ela está se recuperando gradativamente, ficando bem disposta. Está com a família, na casa do irmão em Copacabana, com a cunhada e o sobrinho. Ela havia perdido muitos quilos. Conseguiu fugir dele no Edifício Chopin, por um descuido. Ele se distraiu, ela desceu, conseguiu abrir o elevador e fugiu para a casa desse irmão em Copacabana — conta Chamarelli.

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Ainda conforme o empresário, os cofres da casa foram arrombados e joias foram levadas. Além disso, houve a venda de uma das mansões de Regina, em São Conrado, na zona Sul do Rio de Janeiro. Após conseguir fugir do suposto cárcere privado, a socialite detalhou à família tudo que aconteceu, disse Chamarelli.

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Segundo ele, o motorista virou uma espécie de “faz tudo” e, após ganhar confiança de Regina, foi dispensando os funcionários mais antigos, alegando que a casa não precisava de uma equipe tão grande. Após um tempo, familiares e amigos não conseguiam mais entrar em contato com a socialite. 

— Ninguém imaginava que isso poderia acontecer ali. Aquele edifício é quase um anexo do Copacabana (Palace). A atenção fica por ali. Nunca passou pela nossa cabeça que alguém teria a ousadia de praticar níveis de assédio e violência num local tão observado — diz.

O empresário também falou que a partir dessa semana a família vai começar a limpar e preparar o apartamento. Regina também deve comentar sobre o caso quando se sentir preparada. 

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