A moradora de Joinville, Raquel de Souza Lopes, de 52 anos, considerada foragida após ser condenada pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, foi deportada dos Estados Unidos na quinta-feira (5). Ela chegou ao Brasil, pelo aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. A informação é do Uol.
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Presa nos EUA
Raquel foi condenada ainda em 2023, quando teve a prisão domiciliar decretada, ainda em Joinville. Em março de 2024, teria quebrado a tornozeleira eletrônica e fugido para a Argentina.
Em janeiro de 2025, Raquel foi detida no dia seguinte à posse de Donald Trump ao tentar, junto com um grupo, ingressar ilegalmente no país. A detenção foi feita pela patrulha de fronteira, que conduziu Raquel para o centro de detenção El Valle, em Raymondville, Texas. A catarinense chegou a ficar presa em uma cela da Polícia de Imigração e Alfândega (ICE), onde aguardava pela deportação.
Veja quem é a moradora de Joinville presa nos EUA
Envolvimento no 8 de janeiro
De acordo com o Superior Tribunal Federal (STF), no dia 8 de janeiro de 2023, Raquel teria registrado no celular fotos e filmagens dentro do Palácio do Planalto, comemorando a entrada no prédio e, inclusive, no gabinete da Presidência da República. Ainda, ela teria filmado atos de depredação e comemorado o que achava ser uma chegada das Forças Armadas para efetuar o suposto golpe.
À Justiça, Raquel teria negado a prática de crimes e disse que foi a Brasília para aproveitar a viagem de ônibus, conhecer a capital federal e também “orar pelo presidente”. Ela estaria com uma irmã, mas teria se perdido dela durante visita à Praça dos Três Poderes, na tarde da invasão ao Congresso.
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Sua defesa negou envolvimento nos atos de vandalismo, mas ela foi condenada a 17 anos de prisão. Ainda conforme apuração do UOL, a condenação ocorre por cinco crimes, como golpe de Estado, associação criminosa e dano a patrimônio público. Ela tem mandado de prisão em aberto no Brasil. Raquel nega ter destruído bens.
O NSC Total tentou contato com a família de Raquel, mas não obteve retorno até o momento. Ainda conforme o Uol, em casos como o da joinvilense, após desembarcar em Confins, a pessoa é levada à penitenciária mais próxima. Para ser transferida, é necessário um pedido da defesa ao STF.









