A família de Raquel de Souza Lopes, moradora de Joinville e condenada pela trama golpista do 8 de janeiro, decidiu falar sobre a situação dela nos Estados Unidos. A manifestação dos familiares ocorreu nas redes sociais no domingo (28). Raquel está presa desde janeiro deste ano após cruzar ilegalmente a fronteira do país norte-americano.
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— A minha mãe [é] atualmente perseguida, exilada política. Longe da família, longe dos filhos, longe das netas, com muito sofrimento, com muita tristeza, com um sentimento enorme de injustiça que vivemos nesses dias — disse o filho de Raquel, Acenil Júnior.
Veja fotos de Raquel
Na visão da família, Raquel não cometeu nenhum crime e estaria em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, somente para se manifestar. À Justiça, Raquel teria negado a prática de crimes e disse que foi a Brasília para aproveitar a viagem de ônibus, conhecer a capital federal e também “orar pelo presidente”.
De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), Raquel teria registrado no celular fotos e filmagens dentro do Palácio do Planalto, comemorando a entrada no prédio e, inclusive, no gabinete da Presidência da República. Raquel foi detida em flagrante no mesmo dia dos atos e teve sua prisão convertida em preventiva.
— Ela estava no local fazendo apenas alguns vídeos. E foi presa injustamente e condenada a 17 anos de prisão — disse a irmã de Raquel, Deborah Lopes.
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Segundo Deborah, a prisão e condenação de sua irmã deixou a família “desolada”. Raquel teve sua liberdade provisória concedida em 7 de agosto de 2023. Na decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, ainda foi ordenada a suspensão de seu passaporte. Após a condenação, no entanto, ela foi aos Estados Unidos e acabou presa.
— A Raquel sempre foi uma pessoa trabalhadora, sempre foi uma pessoa honesta, uma pessoa de luz, uma pessoa que unia a nossa família. Nós jamais imaginávamos que [isso] iria acontecer — falou.
Condenação
Raquel de Souza Lopes foi condenada por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.
A decisão, que teve e Moraes como relator, foi tomada em sessão virtual realizada entre os dias 13 e 23 de outubro de 2023. Ao todo, Raquel deve cumprir 17 anos e seis meses, sendo 15 anos de reclusão.
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O tribunal também definiu que Raquel deverá pagar uma multa coletiva mínima de R$ 30 milhões por danos causados à democracia brasileira, junto com todos os outros réus condenados no mesmo processo. O valor será destinado ao fundo que alude o artigo 13 da Lei 7.347/1985 — e poderá ser utilizado à recuperação dos bens lesados.
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