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Trânsito

Moradores de Joinville pedem volta de radares para reduzir acidentes em ruas perigosas

Aparelhos foram desligados em março, com o fim do contrato com a empresa que prestava o serviço

18/11/2021 - 17h31

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Hassan
Por Hassan Farias
Radares em Joinville
Joinville está sem radares desde março, quando contrato foi encerrado
(Foto: )

O retorno dos radares em Joinville voltou a ser discutido após um carro capotar e quase invadir um comércio na região central durante um acidente na quarta-feira (17). Os moradores da região reclamam da falta de segurança no trânsito e destacam a necessidade de fiscalização para reduzir o perigo para motoristas e pedestres nas imediações.

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O acidente aconteceu na rua Benjamin Constant, no cruzamento com a rua Visconde de Mauá, onde o fluxo de veículos é intenso ao longo de todo o dia. O limite de velocidade no local é de 60 km/h, mas muitos motoristas não o respeitam, sobretudo depois da retirada do radar que havia instalado a alguns metros.

- A velocidade aumentou, principalmente nesse cruzamento em que tem bastante fluxo de veículos. Como o radar segurava bastante os motoristas, eles diminuiam a velocidade e, consequentemente, a gente conseguia atravessar com mais segurança - relatou o empresário Matheus Schunemann, em entrevista à NSC TV.

A empresária Juliana Rothert afirmou ao Jornal do Almoço que os moradores da região já fizeram mais de um abaixo-assinado para pedir soluções para o trânsito local. No entanto, até agora não tiveram retorno.

- Foi solicitado uma lombada elevada e solicitamos também que o trânsito na rua Visconde de Mauá só subisse e, para quem quisesse descer para a Benjamin Constant, usasse a rua Orleans - detalhou.

Carro bateu em um pequeno muro e invadiu o pátio de um estabelecimento
Carro bateu em um pequeno muro e invadiu o pátio de um estabelecimento
(Foto: )

Pedido de radares em outras ruas da cidade

A reportagem da NSC TV mostrou que moradores de outras ruas movimentadas da cidade também pedem a instalação de radares. Na rua Santa Catarina, a antiga lombada eletrônica deu lugar a uma faixa de pedestres, que não é o suficiente para garantir segurança aos pedestres.

- Os carros não respeitam. Quando raramente a gente passa na faixa é um motorista que tem educação para parar. Creio que se tivesse uma sinalização ficaria mais seguro para a gente - defendeu a técnica de enfermagem Maria Rosalba.

Já na rua Monsenhor Gercino, na zona Sul de Joinville, o redutor de velocidade ficava em frente a Escola Municipal Professor Oswaldo Cabral. Agora, restou apenas a faixa de pedestre para dar segurança aos alunos e demais pedestres.

- O radar faz bastante falta, principalmente por conta das crianças. Nos horários da escola, fica muito complicado. No começo, o pessoal ainda respeitava porque era uma lombada eletrônica, mas agora que não tem mais eles passam em alta velocidade - contou Rosilda Vieira à NSC TV.

Aumento dos acidentes após retirada dos radares

Em 2021, o número de acidentes em toda a cidade aumentou 6% até outubro, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando ainda havia radares em operação. Os dados são do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville.

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Já em comparação com os números de 2019, quando não havia pandemia para impactar na circulação de pessoas e veículos, o aumento é superior e chega a 18%. São quase 500 acidentes a mais no período.

Licitação para novos radares está em fase final

Os radares foram desinstalados em toda a cidade em março deste ano, com o fim do contrato com a empresa que prestava o serviço. A prefeitura alegou que não havia mais a possibilidade legal de prorrogação.

Um novo edital de licitação foi lançado em março, mas foi revogado em maio após questionamentos de empresas no Tribunal de Contas do Estado e no Judiciário. As alegações foram referentes à especificação de custos unitários nas planilhas. Desde então, o edital está em revisão. 

Segundo a prefeitura, a elaboração de licitação para contratação dos radares eletrônicos está em fase final. O processo passou por análises técnicas e até o fim desta semana será encaminhado para a Procuradoria Geral do Município para análise jurídica.

Assim que retornar, o edital de licitação será publicado para contratar uma nova empresa, mas não há prazo para que o processo seja aberto.

O contrato prevê serviços de fiscalização eletrônica de 226 faixas de tráfego, divididas entre radares, lombadas eletrônicas e radares semafóricos. De acordo com a prefeitura, a quantidade é suficiente para realizar o controle e redução de velocidade em 100 pontos da cidade.

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