O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, arquivou um inquérito que investigava uma possível obstrução de justiça pela ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) no processo sobre a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por estar envolvida na invasão. Com informações do g1.

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O inquérito buscava entender se a obstrução teria acontecido com a fuga de Zambelli do Brasil. Cerca de 20 dias depois da condenação, ela deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e foi para os Estados Unidos, afirmando que estava buscando um tratamento médico na Europa.

A prisão dela, então, foi decretada, com a inclusão do nome de Zambelli na lista de difusão vermelha da Interpol. Em julho de 2025, ela foi presa na Itália.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), não há elementos suficientes para iniciar um novo processo criminal contra Zambelli. Dessa forma, Moraes acolheu o parecer da PGR.

Caso Zambelli

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Qual a relação entre os inquéritos

A deputada foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo foi o fato de ter comandado ataque hacker e inserido documento falso com mandado de prisão de Alexandre de Moraes contra o próprio ministro no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No dia 3 de junho, Zambelli declarou que deixou o país para um “tratamento médico” e por ter cidadania italiana.

No dia 11 de junho, o Ministério da Justiça brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada. A Corte também determinou a perda do mandato. A decisão do STF foi tomada após Zambelli ser acusada de invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023, em parceria com o hacker Walter Delgatti, que também está preso.