Balneário Camboriú e região se despediram nesta quinta-feira (26) do Papai Noel Carlos Rogério Schuch, que ficou conhecido pelos trabalhos em shoppings e estúdio. Querido por todos, o “bom velhinho” deixou um legado de bondade e amor, descrevem amigos e familiares.
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Por trás da magia, existia o idoso de 69 anos, que morava com a mãe de 93 em um imóvel em Balneário Camboriú. Carlos era diabético, mas não tratava a doença ou cuidava da alimentação, o que se tornou um problema há cerca de dois meses, quando sofreu uma queda doméstica.
A amiga Cristina Cheng conta que o acidente resultou em um machucado no braço que não cicatrizou. Ele ficou internado por dias em Itajaí, mas a infecção foi ficando mais resistente. Chegou a receber alta neste mês, mas na quarta-feira (25) sofreu uma parada cardiorrespiratória e, mesmo sendo reanimado algumas vezes pelos socorristas e uma cuidadora, acabou falecendo dentro de casa.
A cerimônia de despedida e cremação, então, ocorreu na quinta.
Carlos era Papai Noel no shopping quando conheceu Cristina, que trabalha como fotógrafa. Ela propôs que eles fizessem ensaios em estúdio e a ideia que completaria uma década no próximo Natal deu certo em todos os sentidos: profissionalmente, a dupla virou referência nesse tipo de trabalho (veja fotos abaixo). Na vida pessoal, a parceria se transformou em uma sólida amizade.
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— Ele era uma pessoa bondosa, amorosa… Eu nunca vi ele chateado, tratando alguém mal, mesmo trabalhando 60, 70 dias sem folga. Parece que Deus o colocou na Terra para disseminar o amor e a alegria— diz emocionada Cristina.
O sucesso das fotos em estúdio foi tanto que no segundo ano do projeto Carlos parou com a atuação em shoppings e focou apenas dos ensaios. Foi assim, Natal após Natal, que conheceu e encantou dezenas de famílias.
— Ele trouxe magia e união. Era o verdadeiro Papai Noel —.











