Morreu nesta terça-feira (2), aos 91 anos, o jornalista Mino Carta, fundador de revistas consagradas no Brasil como Quatro Rodas, Veja, IstoÉ e a Carta Capital. Há um ano, Mino lutava contra alguns problemas de saúde e estava vivendo entre idas-e-vindas do hospital. Por último, ficou internado por duas semanas na UTI do Sírio-Libanês, em São Paulo, onde morreu.
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A morte do jornalista foi confirmada pela revista que ele criou, a Carta Capital. “Sempre acompanhado de sua Olivetti, recusou modismos tecnológicos e nunca escondeu o desencanto com os rumos do Brasil. Até o fim, manteve-se fiel a uma máxima: jornalismo deve servir à verdade, fiscalizar o poder e desafiar o pensamento único”, disse a revista em nota.
Mino nasceu em Gênova, na Itália. Segundo a revista, sua família era composta por jornalistas que foram perseguidos pelo fascimo e, então, vieram ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial. “Aqui, descobriu por acaso sua vocação: começou a escrever ainda adolescente e nunca mais parou. Fez do ofício uma forma de interpretar o País, com olhar atento às contradições de poder e firme desconfiança das elites brasileiras”, publicou a revista nas redes sociais.
Além do jornalismo, Mino também se dedicou à literatura, escreveu romances como Castelo de Âmbar, A Sombra do Silêncio e A Vida de Mat.
Conforme a Carta Capital, entretanto, sua maior realização teria sido a revista criada em 1994, fundada sob três pilares: a fidelidade aos fatos, fiscalização do poder e espírito crítico. A revista completou 31 anos em 2025.
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