A investigação da Polícia Civil sobre a morte de um bebê de 10 meses em Fortaleza, com suspeita de violência sexual, revelou um detalhes que chamou a atenção. Um dos suspeitos, Roberto Levy Oliveira, primo de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, que seria “ficante” da mãe da bebê, teria sido encontrado com o corpo em cima da bebê.

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A criança, a mãe e os dois suspeitos estavam em um apartamento no bairro Dionísio Torres. Em depoimento, a mulher disse que achou que estava engasgada e chegou a chamar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros antes de ir a uma unidade de saúde por conta própria.

A mãe e Francisco estavam em um “relacionamento casual”, já que ela e o pai da menina, Erisvaldo Almeida, estavam separados há cerca de dois meses. No hospital, os profissionais da saúde constaram que a criança tinha sido vítima de violência sexual. Ela morreu depois de não resistir aos ferimentos.

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Polícia informou ao pai sobre suspeita de estupro na delegacia

Inicialmente, Erisvaldo, que estava voltando de viagem, recebeu por telefone a notícia de que a filha tinha morrido, sendo informado que a causa seria asfixia por um lençol. No entanto, quando chegou à delegacia, os policiais afirmaram para ele que havia a possibilidade de que a menina tenha sido vítima de um estupro.

— Não estou suportando. Acabou com a minha vida, eles acabaram com a minha vida, esses desgraçados. Eu ainda estou tão em choque que eu não saio de casa, não como, eu não consigo… Eu não consigo entender como é que um ser humano tem coragem de fazer isso com uma criança, um bebê de 10 meses — disse Erisvaldo.

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Outras pessoas foram levadas à delegacia para prestar depoimento sobre o caso. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social afirmou que aguarda a conclusão dos laudos da perícia para dar continuidade às investigações.

O que dizem as defesas?

A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães disse que o cliente colabora com as investigações e que o homem se submeteu de forma voluntária à coleta de material genético. A advogada também afirmou que o suspeito disse que não estava “sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação”.

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“A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes.

O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação.

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A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos.”

A defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada.