motorista de aplicativo Alice Dresch, de 74 anos, encontrada morta às margens de um riacho em Canelinha, na Grande Florianópolis, na manhã de terça-feira (24), era conhecida pela gentileza com os passageiros. De acordo com a família, a idosa nunca havia relatado ameaças ou problemas no trabalho, que exercia há cerca de quatro anos.

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— Todo mundo adorava ela. Os passageiros dizem que era era muito querida, que dava lixas de unha para passageiras, dava bala… — lamenta o filho, Jhonatan Kurtz.

No dia do crime, Alice saiu às 5h de casa, em Camboriú, como fazia normalmente. No meio da manhã, a família notou que ela parou de responder mensagens. No horário do almoço, não retornou para o almoço.

Preocupada, a família fez ligações para hospitais e para a polícia em busca de Alice. Por volta das 18h, descobriram que um corpo havia sido localizado em Canelinha naquela manhã, por volta das 10h.

Quem era a motorista

Idosa trabalhava como motorista de aplicativo há quatro anos

Segundo a família, Alice trabalhava de motorista de aplicativo há cerca de quatro anos para complementar a renda da aposentadoria.

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— Minha mãe trabalhou a vida toda. Muitas vezes tirou do dinheiro dela para dar para os outros — diz o filho.

Nascida em Porto União, no Meio-Oeste, Alice morava na região de Camboriú há cerca de 20 anos. Ela vivia com um dos quatro filhos, irmão de Jhonatan.

Agora, a família busca respostas.

“Vamos usar todas as forças para fazer justiça por ela, e pra proteger as próximas!”, escreveu Jhonatan, nas redes sociais.

O que se sabe sobre o crime

O corpo foi encontrado por um morador da região, que viu o momento em que um carro vermelho se aproximou do local, deixou o corpo no riacho e fugiu em seguida, conforme apuração de Daniel Fernandes, da Rádio Super FM. Ele acionou a Polícia Militar em seguida.

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Segundo a PM, o corpo apresentava sinais de violência. De acordo com o delegado Danilo Bessa, responsável pelo caso, um suspeito pelo crime foi identificado, mas ainda não foi preso até a manhã desta quinta-feira (26).

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