A multinacional Tupy, com sede em Joinville, no Norte catarinense, anunciou, nesta sexta-feira (27), que o atual diretor vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios, Inovação e M&A e diretor de relações com investidores da empresa, Gueitiro Matsuo Genso, assume como CEO a partir de 1° de abril. A decisão acontece após o atual diretor-presidente, Rafael Lucchesi, renunciar ao cargo.
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A medida foi anunciada pela própria multinacional do setor de metalurgia e siderurgia que, em 2023, faturou R$ 11,3 bilhões, de acordo com ranking Valor 1000. O comunicado afirmou que a decisão sobre Genso assumir como interino foi tomada pelo Conselho de Administração.
Conheça a Tupy, multinacional de Joinville
Carta de renúncia
Lucchesi entregou a carta de renúncia nesta sexta-feira, em “caráter irretratável e irrevogável”, após quase um ano no comando da empresa. De acordo com a multinacional, a renúncia aconteceu “por razões de ordem estritamente pessoal”.
“Durante esse período, sua gestão foi marcada por avanços na execução da estratégia da Companhia, com destaque para a celebração de novos contratos, a diversificação do portfólio e iniciativas voltadas ao fortalecimento da eficiência operacional, contribuindo para o posicionamento da Companhia para os ciclos futuros”, afirmou o comunicado.
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O processo de sucessão, que já iniciou, está sendo conduzido pelo Conselho de Administração, sob coordenação do presidente Jaime Kalsing. O processo será realizado “de forma estruturada e em conformidade com as melhores práticas de governança corporativa”.
O Conselho contratou a empresa Heidrick & Struggles para a sucessão, consultoria internacional de reconhecida experiência em processos de sucessão e seleção de executivos seniores, para assegurar “uma transição ordenada e a continuidade da estratégia da Companhia”.
“O mercado será devidamente informado acerca da evolução e das etapas do processo de sucessão, nos termos da regulamentação aplicável. O Conselho de Administração registra seus agradecimentos ao Sr. Rafael Lucchesi pelas contribuições prestadas à Companhia durante o período em que exerceu o cargo de Diretor-Presidente”, ressaltou.
Resultado negativo em 2025
Apesar de já ter sido considerada bilionária, a multinacional teve um prejuízo líquido de R$ 655 milhões em 2025. Por outro lado, a Tupy teve a sua segunda maior geração de fluxo de caixa operacional da história no mesmo ano, com R$ 915 milhões.
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Em relação ao ano anterior, a multinacional teve uma redução de 9%, com uma receita líquida de R$ 9,7 bilhões. Conforme a Tupy, o prejuízo líquido de R$ 655 milhões ocorreu em razão, principalmente, do investimento de R$ 544 milhões para o aumento da eficiência operacional.
























