A nova disputa entre Lula e a família Bolsonaro prevista para as Eleições 2026 já começa a mobilizar os eleitores mesmo a quatro meses da eleição. A “guerra das toalhas”, que marcou a batalha eleitoral polarizada de 2022, é um episódio que já dá mostras de que irá se repetir na corrida presidencial de 2026.
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Em Brusque, terra do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan e apoiador da direita, toalhas de banho com estampas dos dois principais pré-candidatos à Presidência já estão à venda há pouco mais de um mês.
O ambulante Alex Matheus Borges, morador de Camboriú, exibe as toalhas há pouco mais de um mês em um ponto da rodovia Ivo Silveira, a SC-108, próximo à entrada da cidade.
Veja fotos das toalhas de pré-candidatos à venda em Brusque
No fim desta semana, só restavam toalhas de Flávio Bolsonaro (PL), que estão “estreando” este ano no mostruário fixado às margens da rodovia — nas eleições de 2022, era o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quem tinha o rosto estampado nas toalhas e que resultaram em uma batalha travada por eleitores. Agora, a toalha tem as fotos de Jair e também de Flávio.
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Toalhas de Lula e Flávio Bolsonaro custam R$ 50 e dividem espaço com Copa
As toalhas de Lula, segundo o vendedor, estavam esgotadas. No celular, ele exibe o vídeo de quando ainda tinha os exemplares com o rosto do petista também à venda. Agora, o comerciante espera a reposição dessas peças. Cada toalha custa R$ 50, independentemente do candidato.
Com a proximidade da Copa do Mundo, as toalhas dividem espaço com bandeiras do Brasil e camisas da Seleção Brasileira entre os artigos à venda exibidos pelo comerciante.
— Como eu trabalho aqui já há sete anos, o pessoal de Brusque sabe e compra. Mas geralmente na verdade é o pessoal que está passando na rodovia, vê as toalhas e para. É sempre um público diferente. A venda da toalha é meio parelha [entre os candidatos] e por enquanto está meio fraca. A demanda agora, o foco é bandeira do Brasil e camisa mesmo — conta Alex, que já vendeu toalhas de candidatos nas últimas eleições presidenciais.
Em 2022, a chamada “guerra das toalhas” mobilizou eleitores e comerciantes em cidades brasileiras. Em São Paulo, alguns ambulantes chegaram a fazer um “placar” com o número de unidades de cada candidato vendidas, estimulando ainda mais a rivalidade entre petistas e bolsonaristas.
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