A mãe da menina de 9 anos que foi sequestrada e abusada sexualmente pelo vizinho em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, contou em entrevista como a criança tem lidado com o trauma depois de ficar horas trancada em um alçapão. Ela afirma que não desconfiava da atitude do vizinho, que foi linchado e morto nesta quarta-feira (26).

Continua depois da publicidade

Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp

A menina que foi encontrada dentro de um porão cerca de 18 horas depois de desaparecer é descrita como “delicada, carinhosa e amada por todos”. O esconderijo ficava nos fundos de uma loja de conveniência, do qual o suspeito do crime, Marco Antônio Bocker Jacob, é dono.

O homem de 61 anos teria oferecido um picolé para a menina para atraí-la. Depois, a prendeu no local e abusou sexualmente da vítima. A mãe da criança contou em entrevista a Rádio Gaúcha que ela ficou traumatizada.

A polícia estima que ela tenha ficado cerca de 12 horas no porão. O ocorrido fez com que ela recusasse dormir no escuro na primeira noite de volta em casa.

Continua depois da publicidade

— Ela não pode ficar no escuro, meu esposo foi apagar a luz e ela disse “não, não quero ficar no escuro, já fiquei no escuro demais e não vou ficar mais” — conta a mãe.

A menina foi levada para um hospital em Porto Alegre depois do resgate, onde recebeu atendimento especializado, e retornou para casa ainda na quarta-feira.

Mãe não queria deixar menina brincar em praça

A menina desapareceu enquanto brincava em uma pracinha perto da casa da família. Ela saiu de casa para brincar com os amigos depois de insistir com a mãe, que não queria deixar, já que ela costuma brincar somente em casa.

— Eu não ia deixar, daí eu fiquei com pena dela e disse pro meu marido “ah, amor, vou deixar ela brincar um pouquinho, as crianças tudo vão ali” — conta.

Continua depois da publicidade

A mãe da criança, contudo, conta que não desconfiava do vizinho, suspeito do crime. Já o marido tinha um “pé atrás”.

— Eu nunca desconfiei, eu não acredito até agora. Mas o meu marido desconfiava, ele sempre disse, “a gente não sabe de onde vem, não conhece o passado”, meu marido sempre ficou com o pé atrás — conta.

Durante a abordagem em que a menina foi localizada, moradores lincharam o suspeito, que morreu no local. Ele tem condenação por agredir uma adolescente de 17 anos em 2020, em Porto Alegre.

Nesse outro caso, o homem teria roubado as chaves da casa de uma família e invadido o local, onde trabalhava como pedreiro. Depois, agrediu a adolescente e tentou imobilizá-la, mas foi contido por vizinhos.

Continua depois da publicidade

*Com informações da GZH

Leia também

Homem é linchado e morto após abusar de menina desaparecida em Tramandaí (RS)

Suspeito morto por abusar menina no RS oferecia doces a crianças e já agrediu adolescente